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SEGUIDORES DE CAMINHADA

domingo, 13 de março de 2011

Irmão Sol, Amigo Cão






































Irmão sol, amigo cão.
Centelhas divinas, no céu e na Terra.
Um nos ilumina, o outro, nos anima.
Pensemos bem, como tudo está em sincronia.
Todos nós somos feitos uns para os outros.
Ninguém é do outro.
Todos se apóiam, uns nos outros.
Irmão sol, amigo cão.
A hora que conseguir,
mesmo não sendo sua,
o homem fará porteiras,
demarcando a lua.

Juiz de Fora, 12 de março de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Versos de amor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Amor e Ódio - Reflexões





São antigos os campos de batalhas.
Acompanham a vida desde o inicio.
Luta pela sobrevivência, luta pelo poder.
Também existe a luta pelo amor.
Tudo está misturado nos cenários.
Nos que se foram.
Nos que estão aí
Nos que virão.
Dentro e fora das arenas.
O coração escolhe pra onde deseja ir.
Pro lado da guerra ou da paz.
É difícil entender por que existe a divisão.
É preciso termos paciência.
O mundo não é só de flores.
Nem só de amores.
É difícil entender.
O cenário está aí.
Mas, a nossa maior luta é a da mudança interior, para atingirmos melhora íntima.
Resgatar corações das trevas ou levá-los para elas, conscientes ou não, é questão de escolha, contudo, melhorar-se não é tão fácil.
O mundo está aí para indagarmos: por que ainda não é tudo amor?
Às vezes pergunto a mim mesmo, por que não somos melhores. Sei, porém, que tudo é processo de mudança.
–“A natureza não dá saltos”.
Na imensidão de coisas que existem, sei que sou apenas uma fagulha em evolução. E com todas as tristezas que tenho visto e sentido, alternadas com alegrias, penso que o que nos sustenta é a natural esperança, já nascida junto a toda fagulha.


Juiz de Fora, 10 de março de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Reflexões.


quarta-feira, 9 de março de 2011

O Humor de Mazzaroppi - Cenas de Filme







O Humor de Mazzaroppi

Cenas do filme  “Sai da Frente”.
Mazzaroppi  leva uma mudança de São Paulo para Santos em um velho caminhão chamado Anastácio. Ao perdê-lo num trecho do caminho, Isidoro (Mazzaroppi) vai até a delegacia fazer a denúncia, na esperança de reaver seu desajeitado caminhão.
Quando se apresenta, o delegado pede o documento e o atrapalhado Isidoro, após esvaziar os bolsos o encontra e o entrega com a diferente  foto tirada de costas.
Para provar que era ele, Isidoro fica de costas para o delegado confirmar.
Este foi o primeiro filme de Mazzaroppi, lançado em 1952.
Além de cômico, o velho filme nos dá a oportunidade de ver imagens antigas da cidade de São Paulo e Santos. Nele há também seu amigo cão chamado Coroné.


Juiz de Fora, 09 de março de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Lembrando o filme do Mazzaroppi

Desenho Livre - Abstrato


segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher - O Sorriso


Dia Internacional da Mulher

O Sorriso.

 A jovem e bela italiana, sempre bem humorada e sorridente, não descuidava de ajeitar suas meias de seda, nas suas longas e bonitas pernas. Desnecessárias meias, diria. Mesmo sendo adolescente, não podia deixar de observar o misterioso jogo de elegância das donzelas, ou não donzelas. Das jovens ou não jovens.
O fato é que a sedução se expressa de muitos modos. O mais encantador é o sorriso, de alma aberta, espontânea.
Há um reconhecimento, tácito, entretanto, de que as mulheres sabem muito bem tecer, não para iludir, mas para expressar, de fato, o quanto são belas. Basta olhá-las e senti-las amáveis em seus adornos. Alguns são mutáveis, com o passar dos anos, de acordo com a época; outros são permanentes, iguais aos batons, suaves ou extravagantes; os brincos, as meias de seda. É notório que não posso me esquecer dos perfumes.
Quando menino, e ainda morava no campo, lembro-me do inesquecível pó compacto que minhas queridas tias aplicavam nas suas faces em dias de visitas, ou passeios.
Mas, a bela e jovem italiana, num dos dias que usava suas elegantes meias, ao atravessar a sala da casa onde eu também estava e muitas outras pessoas, triscou num móvel e um fio se partiu, mudando a estética da meia.
De imediato sentiu-se nela uma sensação de desconforto. Que logo foi compensado pelo seu sorriso, transferindo a estética da meia para a bela estética do sorriso em seu rosto, com apenas um suave lamento: Ah, que pena!



Juiz de Fora, 06 de março de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Lembranças – Dia Internacional da Mulher