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sábado, 9 de abril de 2011

Riscando o Céu



O objeto riscou o céu com risco longo de fumaça de cor cinza clara.
Dia também claro, sem movimento de nuvem.
Idos tempos da década de 50, nos campos longínquos da minha terra natal, mineira.
O coração palpitava no peito do menino que não conhecia aquele aviso do céu.
E a notícia que corria entre nós, crianças da roça quase desconhecida, era de apertar o coração, de medo de algum castigo pelas teimosias humanas.
Houve quem corresse para dentro de casa e se escondesse debaixo da mesa.
Mas, depois que o risco passou pelo céu, encontramos um adulto que entendeu o nosso medo e então nos acalmou dizendo:
- Não precisam se preocupar não. Eu já vi um desses voando alto no céu, quando fui à cidade, há algum tempo. Não é nada demais, não. O nome dele é avião.

Juiz de Fora, 09 de abril de 2011
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Infância.