SEGUIDORES DE CAMINHADA

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O SILÊNCIO NA ROÇA




As reflexões da vida fazem-me pensar no silêncio. Recordações das coisas recomendadas, ouvidas ou lidas, em meio ao burburinho diário do existir, indicam o silêncio interior. A paz sublime. Fruto de trajetórias de busca, naqueles que a buscam; ou a própria paz sustentada por corações que sempre a mantiveram.
Essas recordações remetem-me aos tempos de criança, quando o silêncio, em alguns momentos, era tão profundo que até as aves, os pássaros, os animais davam trégua ao burburinho. O vento soprava muito suavemente para não zunir os ouvidos, não balançar as árvores, não perturbar a paz. Parecia que a natureza silenciosa se postava em comunhão. Dava para notar o suspiro do cão, enroscado em algum canto, em relaxamento do corpo. Parecia momento de oração, sem reflexão, por não ser necessária. A paz apenas fluía.

Juiz de fora, 25 de novembro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor