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SEGUIDORES DE CAMINHADA

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pequenos detalhes de grande importância para as crianças.




Pequenos detalhes de grande importância para crianças.

Muitas coisas nos passam despercebidas na vida sobre as crianças.
Pequenos detalhes como municiá-las de lápis à vontade e papel para fazerem seus rabiscos poderão resultar em grande diferencial na vida futura delas. Os desenhos que começam com rabiscos são formas importantes de comunicação do mundo interior delas e ajudam em seus desenvolvimentos. Desenvolve a coordenação motora, por exemplo, e além, é claro, o grande potencial artístico que estão latentes, esperando uma oportunidade para expressão.
Independente de serem grandes artistas, ou mesmo artistas, essa fase tem muito a dizer sobre seus pensamentos e sentimentos que devemos dar atenção para compreender melhor o mundo delas.
Os lápis devem ser de preferência de tamanho grande para facilitar os movimentos com a mão.
Criança gosta de rabiscar parede, coisa que os pais ficam frustrados quando isso acontece. Isso é tão importante para elas, que na medida do possível, deve-se reservar algum lugar na casa para que elas rabisquem à vontade, educando-as para utilizar o local, além dos papéis à vontade. A prioridade é sempre da criança e é na sua alegria que devemos investir porque isso também nos alegra.
Antes de ser pai tive a felicidade de ler a respeito da arte infantil, encontrando no livro A Criança e Sua Arte, de Viktor Lowenfeld manancial importante que me fez compreender a importância que isso tem na vida delas. Posso dizer que o resultado foi ótimo, pois meus filhos puderam contar com minha compreensão e de minha esposa, pois entendemos essa forma de comunicação infantil.

Juiz de fora 11 de outubro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Pequena crônica – Dia Das Crianças



sábado, 1 de outubro de 2011

Olhar as flores, os pássaros, todos os viventes. - Reflexões



 Olhemos as flores, os pássaros, todos os viventes.

Reunimos em nosso corpo fragmentos de todo o universo, conhecidos e desconhecidos, em pesquisa constante da Ciência.
Somos, portanto, a eficiência física, necessária no momento de vivência de cada ser.
Somos constituídos na forma, sob forja desconhecida, mas com assimilação intuitiva de que algo onipotente sustenta todas as vidas existentes.
Todos nós temos como plano de fundo, consciente ou inconscientemente, o leme da sobrevivência.
Nós, humanos, os animais ditos irracionais, as plantas, os seres inanimados como a rocha, somos particularidade da Terra que se equilibra no Universo.
O espírito é um ser cósmico que anima, transitoriamente, por necessidade de evolução, a matéria na Terra.
Observando o passado, que o espírito empreendedor da humanidade busca desvendar para descobrir sua origem, que pode estar fora do orbe terrestre, e projetando o futuro, olhando pela janela da Ciência, da Filosofia e das Religiões podemos depreender o quanto somos primitivos, ainda, mas sem demérito algum, considerando o aspecto de que estamos em processo de evolução.
Cada um de nós aproveita o momento de ser, com nossas singularidades, mudando a roupagem física, tal qual substitui o estudante o seu uniforme escolar. Mudar de grau é questão de esforço pessoal e também coletivo.
A escola da vida parece estar meio, ou bastante destruída, mas o lema é seguir em frente, reconstruindo a História, levantando a bandeira da compreensão, tecendo a sensibilidade para sentir o que está em nossa volta. São tantas maravilhas, além da beleza do ser humano que ainda utiliza a cartilha como aprendizado.

Juiz de fora, 01 de outubro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Série Pensamentos - Reflexões

sábado, 10 de setembro de 2011

Os trens da vida - Crônica


Os trens da vida.

É o trem, bom, da vida, que move a vida, ou, é a vida que se move como faz o bom trem.
Ele nos entusiasma ao dar velocidade às rodas.
Pára nas estações, a fim de adentrarmos seus vagões, pois, na vida, somos passageiros que sobem e descem deles.
Podemos ver, nos caminhos, as arquiteturas que os embelezam, e sentir o enrijecer dos freios diante dos perigos.
Trem que de tanto se esforçar, no passado, soltava fumaça.
Agora, com mais força, voa, e sustenta-se em trilhas, sem rodas.
A vida já existia quando se iniciou a nossa, de humanos, saltando de galho em galho. Desde então, fomos conquistando evolução.
É possível que um dia nos transportemos apenas com nosso corpo, sem usar o corpo do trem que no raso voa.
De qualquer forma nossa vida é sustentada por inúmeros trens, assim como deverá ser sempre um trem, bom, que já venceu o barulho das rodas, e voa sem asas.
Falta aprender a transitar sem incomodar o ar que ainda faz barulho ao ser atritado, o qual se transforma em vento resistente.
Num dia qualquer, depois de muito esforço humano, a Ciência descobrirá o caminho de voar sem o vento atritar.
O progresso do uso das ferramentas materiais já está bem adiantado, mas é preciso distribuir melhor o acesso aos trens da vida, aumentando o número de assentos confortáveis.
Nessa equação onde existem os trens bons e também os ruins, faço uma alegoria, não para desmerecer os trens antigos, mas referência ao homem de coração enferrujado pelo tempo, novo somente na aparência. Renovação que todos nós precisamos passar por ela, uns mais, outros menos.
Ainda bem que podemos realizar a reforma íntima, que não é tão fácil, sabemos todos, compreendendo a vida como dádiva, alegrando-nos com a existência dos assentos confortáveis, embora nem todos os tenhamos por perto.
Cada um de nós se sustenta no próprio conteúdo, lembrando que a humanidade é um todo e não fomos feitos para vivermos cada qual por si, sem a solidariedade de uns para com os outros.
O mundo é a soma do que somos. Precisamos melhorar esse trem, mas com estradas para todos. Infelizmente não posso deixar aqui somente o perfume das rosas para a crônica ficar bonita, como gostaria, pois não tenho visto mais as águas clarinhas, iguais as dos córregos que meus pés descalços se refrescavam na infância. A Maria Fumaça foi aposentada, os trilhos ficaram vazios, as árvores foram derrubadas, e os pássaros não podem fazer seus ninhos e alegrar os ares em revoadas.
De vez em quando aparece por aqui um pássaro diferente e pousa no topo do edifício, mas com certeza é porque sua mata foi queimada.
Os martelos lá fora zoam nas cabeças dos pregos, pois é preciso construir moradias, mesmo que isso custe expulsar os sapos que coaxam nos brejos.
Antes prendiam os pássaros nas gaiolas, mas agora é o homem que se alegra, quando pode, em financiar um kit.
Mas o trem zoa, na trilha sem trilho.
A broca moderna do dentista ajuda o dente a viver mais, porém é por causa do açúcar que substituiu a rapadura.
Não posso negar a importância de modernizar o trem, regozijo-me, de coração, pela existência dele, também não consigo fechar os olhos às queimadas que vejo pelas estradas da vida.
Sou solidário às alegrias, todavia somo-me aos que lutam para combater as injustiças do mundo, escrevendo, desenhando, mesmo que seja, às vezes, com um pouquinho da acidez do limão, levantando as poeiras da vida. Sei, todavia, que é preciso fazer dele uma limonada, porque não há de se perder a ternura, nem a esperança.

Juiz de Fora, 08 de setembro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Crônica: Os trens da vida.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Retrospectiva de alguns de meus desenhos para o blog, postados em 2010


Essa é uma exposição de alguns desenhos utilizados no blog em 2010.
O vídeo tem duração de cerca de cinco minutos.
Aproveite também para ouvir a música O Trenzinho Caipira, de Heitor Villa Lobos. (Orquestra Sinfônica do Brasil)

domingo, 28 de agosto de 2011

Solidariedade - Reflexões




Solidariedade

A vida se renova em ninhos de carinho.

Enfrentamos os ventos, as chuvas, o estalar dos galhos que derrubam os ninhos.

Somos iguais aos passarinhos, viventes que superam as quedas e constroem outros ninhos.

Viver é buscar felicidade e compartilhar alegrias.

A alma se cala, fica muda, ou se revolta na calada das surpresas que às vezes abafam a alegria.

Nessas horas precisamos da solidariedade uns dos outros porque a vida há de se renovar em amor, no abraço da esperança.

Não sabemos compreender tudo, apesar dos esforços humanos, mas algo nos diz intuitivamente que precisamos seguir caminhos.

Na luta de compreender as dificuldades, choramos juntos. 

Após os percalços, na solidariedade dos que nos abraçam, esperamos o recompor de novas esperanças.

Juiz de Fora, 28 de agosto de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Solidariedade - Reflexões