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SEGUIDORES DE CAMINHADA

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

LEMBRANÇA DO CARRO ANTIGO


Tanta coisa já se passou.
Algumas se consumiram no tempo. Agora são lembranças postadas no arquivo da mente.
Servem apenas para consulta, revivendo prazer de rever tal qual se vê na película de cinema. Ou então, para pensar o futuro.
As coisas belas vistas na infância são mais belas hoje na lembrança porque estão aconchegadas pela suave saudade.
Ajuda a ver o belo de hoje e pensar como vai ser o belo do amanhã.
Já se foi o tempo do uso comum do relógio de bolso e daqueles com pêndulo, de parede, o “cuco”.
Mas podemos sonhar, lembrar e indagar se ainda será comum ver carro voar.  A mente relembra o que os olhos viram cujo trabalho está somente em repor com saudades, detalhes.
Os pneus dos carros antigos tinham tarjas brancas que lhes acompanhavam as formas laterais, arredondadas. Eram detalhes belos.
E os carros do futuro, será que terão rodas?

Juiz de Fora, 15 de outubro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor

terça-feira, 12 de outubro de 2010

SER CRIANÇA

Ser criança.
Ser criança é ser a inocência.
Recipiente de esperança.
Molde, aguardando futuro.
Estão em nossas mãos, sob nossa responsabilidade.
É o amanhã que a vida aguarda, imparcial na interferência do que fazemos para acompanhá-las crescer.
O mérito e o esforço pertencem a elas, mas o exemplo a ser seguido é nosso.
O futuro espera.
Plantemos flores nesses tenros corações se desejamos ver felizes as próximas gerações, frutos das sementes que semeamos.
 
Juiz de Fora, 12 de outubro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Poema de Amor

sábado, 9 de outubro de 2010

ESTRANHO INSETO

Estranho inseto.
Era pouco maior do que um grão de milho.
Cor verde.
Tão linda cor. Nunca tinha visto igual.
Encantado que estava com a maravilha colorida que descobri, com o belo formato do inseto, abaixei-me ao chão daquela roça de milho já colhido, para saudar o recente descoberto inseto, tocando-o com o dedinho de menino.
Surpresa muito grande eu tive porque de imediato ao tocá-lo senti uma dor latejante intensa que durou algumas horas.
Nunca mais vi daquela espécie de inseto novamente, o qual apesar da dor que me causou, deixou-me também o encanto de sua cor.
Aguçou-me o inesquecível momento, sem igual, a procurar entender por qual motivo algo tão belo pode nos causar dor.
Apenas muito tempo depois consegui entender que as cores dos insetos, aves e animais, muitas vezes são mecanismos de defesa para avisar aos outros que eles são perigosos. É prudente não tocá-los, sem conhecê-los.
Ficou, então, o entendimento de que a beleza da natureza não é feita somente para agradar ao olhar do ser humano. Ela tem outras finalidades também. Contém mistérios tais que se constituem enganos para nós. Freqüentemente fazemos leitura errada das coisas. Nós que somos tão sábios, com nossas engenharias e pesquisas do saber. Aprendemos não apenas para aumentar a solidariedade, mas também, infelizmente, para empilhar vaidade e orgulho. Armadilhas criadas sem ver.
A natureza faz leitura mais rápida do que imaginamos e tem respostas imediatas para sustentar-se em equilíbrio. Muito mais do que pensamos. O inseto, há anos me avisou.  Desse modo eu poderia crescer com essa informação impressa em minha mente. Este fato que conto não é para desdenhar o inseto colorido ou a qualquer ser que julgamos belo, mas para entender seu significado, o qual tem aplicação diversa. Basta lembrar que o pavão se empluma em muitas e lindas cores, não para assustar alguém ou para nos alegrar, mas acredito que é para conquistar a fêmea de sua espécie, igual fazem diversas outras aves. Felizmente também sabemos apreciar essas belezas, mas conscientes de que não são exclusivas para nosso agrado.

Juiz de Fora, 09 de outubro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ENCANTO

Encanto

Encantei-me, primeiro, com os pequenos córregos.
Depois com os riachos.
Depois com os rios caudalosos.
E assim, a vida, sem que eu soubesse, embalou-me em seus encantos, com todos os sentidos que me foram dados.
De alegria em alegria, de dor em dor, aos poucos, fez-me erguer a cabeça, os braços e os olhos para o alto.
E agora? Pergunto.
Então, vem a resposta:
- Calma. Não te surpreendas.
- Já aprendestes o que é bom, o que é ruim...
- Siga em frente, não tão vacilante, mas confiante.
- Sempre sou eu, a Vida.


Juiz de Fora, 27 de setembro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Poesia de Amor

sábado, 25 de setembro de 2010

POESIA - LIBERTAÇÃO


Libertação.

Na solidão da alma; na quietude do sofrer desencanto, somos tal qual semente que emerge do “sulco da terra”, a abrir-se em dor, libertária da flor.

Se o mundo é desencanto,
não haverá ninguém melhor do que ela, flor,
a recompor perdido encanto.

Somos a flor, a semente, primeiro,
que rompe o solo, chão duro ou macio,
da vida entrelaçada, com a dor e o amor.

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Juiz de Fora, 25 de setembro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Poesia de Amor