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SEGUIDORES DE CAMINHADA

quinta-feira, 15 de julho de 2010

POR FAVOR, ACENDE A LUZ...


Ei!
Alguém aí?
Tá escuro aqui.
Ninguém ouve...
Por que será, hem?
Sei que tem gente aqui.
Que voz é essa, falando baixinho?
“Fique quieto, não fala alto não.”
Quem é, hem?
“Apaga essa luz, aqui é a treva, saia daqui.”
Mas, por quê? A claridade não é melhor?
“É para você, mas para quem vive só na treva, não.”
Como, assim?
“Eles não a conhecem”.
“Estão atrelados a controles coletivos”.
“Há os que lucram com o aumento do cardume”.
“É por isso que a educação é pouca por aqui”.
“Usam drogas com liberdade, é mais fácil fazer tudo escondido...”
Ora, que absurdo! Mas por que ninguém faz nada?
“Faz, sim, você é que não vê”.
“O problema é que é difícil achar o caminho certo”.
“Alguns acham que é preciso matar, outros que é prender”.
“Há os missionários que ficam pregando religião o dia todo”.
“Até agora, nada resolveu. Quase ninguém liga, pode até matar”.
Mas, por quê?
“É preciso saber provocar o desejo. Desejo de Ser, Desejo de Ter”.
Mas..., não é fácil avisar isso prá todo mundo?
“É? Faz, então! “Bobo!”.
“Nunca leu sobre o Mito da Caverna, de Platão”?
“E sobre a obra do Schopenhauer: O Mundo como Vontade e Representação?”
Li só um pouco. Estou tentando entender isso melhor.
“Não adianta coçar a cabeça!”.
Mas, eu queria ajudar...
“Então, corre. Publica no seu Blog”.
“Quem sabe alguém lê e resolve te ajudar? Tem pessoas fazendo isso, junte-se a elas”...
“Isso é uma luta de poderes”. “Luz x Treva”.
“E, todo mundo pode desenvolver as duas coisas dentro de si”.
“É preciso políticas públicas, e melhor visão da iniciativa privada, criando espaços para a população desenvolver o lado positivo da vida: as Artes, o Esporte, são exemplos. É preciso fixar minhoca na ponta do anzol para atrair o peixe. Se a luz faz isso, pouco, a treva está lutando para ocupar os espaços. Ganha a parte que trabalhar mais. Não pode parar. A população está sempre aumentando. É uma luta de balaio contra balaio. Quem sabe mais, pega mais peixe. Um não vai ajudar o outro”.
“Saia logo, daqui”!
“Esse não é o seu balaio”.
“Está me atrapalhando”.


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Juiz de Fora, 15 de julho de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Poema de Apelo.
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terça-feira, 13 de julho de 2010

O NOVO TREM


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Trem-bala
Sonhos são sonhos, que mudam ou não com o tempo.
Realizam-se, ou não.
O melhor deles é aquele que acontece quando a gente consegue viver para ver e ainda acredita que ele é bom.
Se o mundo é real ou não é real, se podia ser ou não ser diferente, o fato é que há mais de quarenta anos, ainda jovem, cheio de expectativas e de sonhos, morava e trabalhava como office-boy em São Paulo e naquela época já era assunto cotidiano os velozes trens da Europa e do Japão. Parecia algo muito distante para acontecer no Brasil. Mas o desejo estava guardado para um dia, junto com outros, mesmo que distantes, pudessem ser realizados.
Importantes, como ainda são, eram os japoneses, os europeus e os americanos do norte.
“Trem bão” era coisa só para eles. Para nós era apenas desejo.
Agora, finalmente, teremos um “trem bala”. Um dia ainda fabricaremos os nossos próprios trens, e quem sabe, o Brasil entrará nos trilhos, “correndo a todo vapor”, sem pobreza e sem tristeza.
Ainda espero por experimentar esse trem.
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Juiz de Fora, 13 de julho de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Poema de Esperança.
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OLHANDO PEIXE NO CÓRREGO