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SEGUIDORES DE CAMINHADA

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pelejando com as Palavras




                                                                                                                                    - Como vai?
                                                                                                                                    - Vou pelejando.   


                                     
Vi muitas coisas neste mundo, nesta vida de encantos e desencantos. Vi a semente desabrochar da terra; o arco-íris colorir a atmosfera...

Em minha infância pisava sem querer nos espinhos, nas relvas, onde procurava com meus pés descalços sentir o frescor da terra.

Ainda fito as estrelas e ouço o cantarolar dos pássaros.

É a vida que se entrelaça em suas multifaces.

Vida que abraça todos os desejos, como o sol que ilumina todos os seres.

Vida na qual cabem infinitas perguntas.

Vida que nos abriga, com ou sem perguntas; com ou sem respostas.

Nos tempos de menino, lá nas roças que me deixaram saudades, ouvia as pessoas dizendo quando se cumprimentavam:
- Como vai?

E a resposta mais comum vinha assim:
- Vou pelejando.

O verbo pelejar, que significa luta, batalha, caiu em desuso, muito embora espelhe a realidade fiel de quem o pronuncie. E corretamente, no gerúndio, eis que  dá a ideia de ação, de movimento, como é a vida.

As formas de expressão da linguagem podem sofrer mudanças e isso é progresso, mas as batalhas continuam sendo ingredientes para fazer o homem amadurecer.

Em qualquer circunstância que estejamos e em qualquer tempo a vida será sempre uma peleja, porque sempre haverá batalha dentro de nós..., e nunca foi diferente.

Diferentes, são somente as palavras.


                                                                                                                        Evaldo de Paula Moreira
                                                                                                                        Reflexões


domingo, 14 de outubro de 2012

Poema de amor - Pôr do Sol

Porto Alegre-RS - margem do Guaíba - Mesmo com o tempo frio, o pôr do sol foi muito apreciado nesse dia 12 de outubro de 2012





                                      Poema de amor

Nossos atos hão de ser sempre subsidiados pelo amor.

Amor em toda sua amplitude de compreensão.

A medida dessa compreensão é conquistada no viver cotidiano.

Seguindo essa trilha, regozijamo-nos por ver as flores do caminho.

No todo existente, entretanto, há equilíbrio nas forças da natureza.

Há de se compreender a existência dos pântanos em nossa paisagem.

Trilhar em paz significa ter essa compreensão.

Meta a se almejar, pelo menos.

O cair das folhas e das flores não dá motivo para desdizer das plantas, nem as mazelas para desdizer da vida.

Tudo pode ser visto sob o prisma do amor.

Amamos o sol apesar de saber que ele pode nos tostar.

Ele não se perturba com sua força distributiva.

Segue sua rota navegando entre forças maiores ainda.

É tão belo o raiar do dia e não menos o entardecer.

O primeiro nos desperta para a lida diária, nos agita, nos sacode, para sorrir e agir.

O outro nos acalma, quando a luz se afasta.

É como se o sol dissesse: minha cota de energia de hoje já foi fornecida, mas  amanhã haverá luz outra vez.

 


Evaldo de Paula Moreira
Poema de amor

                                                                                                          

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Homenagem ao blog Pintando Haikai





Homenagem ao blog Pintando Haikai, de autoria da amiga Elisa T.Campos



                       Conversando com a arara.

O que poderia falar para a adorável ave que me olhava com olhar sereno e indagador?
Ela não era apenas um objeto colorido pousado ali naquela árvore frondosa para agradar meus olhos com sua beleza.
Parecia que ela queria se comunicar.
Como falar com essas aves, pensei?
Com certeza ela queria me dizer alguma coisa, bastava ver o olhar dela que me fitava querendo interagir de alguma forma.
Para iniciar entrosamento arrisquei uma pergunta: quer uma goiaba?
Eu já havia observado outras araras naquela pousada do cerrado de Goiás e vi como elas são amistosas com as pessoas. Iam e vinham com liberdade por aquelas árvores, embelezando  região que já é linda, com suas nascentes de rios, montes suaves e vegetação vicejante.
Estendi, então, minha mão e ofereci a goiaba. 
Graciosa e suavemente ela estendeu seu bico em direção à goiaba oferecida, em gesto de aceitação, não por motivo de que precisasse de minha oferta, mas apenas para não me desapontar, suponho, pois naquele lugar há muitas árvores frutíferas, inclusive goiabeiras.
Parecia que ela queria contar alguma coisa de sua região, pois afinal de contas eu era um turista.
Se soubesse que eram tão amistosas e inteligentes, teria insistido um pouco mais, buscando conversar sobre tanta coisa .
Creio que no seu compenetrado silêncio, e às vezes falando baixinho sem que eu a entendesse, ela soubesse que a interação não se dá apenas com palavras. Deve ter compreendido a minha dificuldade em dialogar com ela. Afinal, eu era apenas um turista com outra roupagem.
Naquele dia, não há muito tempo, ainda não conhecia as histórias da Elisa T. Campos, do blog http://pintandohaikai.blogspot.com.br/. 
Encontramos, nos seus diversos assuntos, historinhas sobre suas  amiguinhas araras que papeiam e viajam pelo Brasil afora e até nos países vizinhos.
Elisa, inclusive, pinta muito bem, tanto quanto escreve. Entre seus escritos estão seus interessantes haikais, que com poucas palavras expressam a grandeza de seu sentimento e o modo profundo de ver o mundo. Suas fotos enriquecem suas postagens, exaltando a natureza como um todo, notadamente as flores. 
Agora já sei que quando encontrar novamente com essas adoráveis criaturas, as coloridas araras, lembrar-me-ei que suas longas asas foram feitas para realizar  revoadas distantes e que elas têm muitas histórias para contar, sobre diversos assuntos e lugares.




Homenagem ao blog Pintando Haikai
Evaldo de Paula Moreira

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Série Pensamentos - Desenho, natureza, reflexões, vida.

                            desenho natureza                     by Evaldo  




Reflexões, vida.

Antes de existir a natureza que conhecemos, nosso planeta era uma esfera incandescente a girar pelo espaço, em torno da estrela mãe, o Sol, em busca de seus destinos.
Indescritível capricho houve na criação de todas as coisas, como é sabido.
O que teria existido antes?
E antes do antes?
O hoje, com certeza é fruto desse paciente conjunto de criações.
Engenharia sideral, talvez, criando bólidos que giram ao infinito.
O que podem ver nossos olhos?
A folha que se solta da árvore, o grão de areia burilado pelas águas do rio?
Tudo é maravilha... Tudo é espetacular engenho.
Mas, só em sonho acordado, só no foro íntimo podemos avaliar e sentir paz, pois a vida é composta de luz e treva que a tudo agita.
A alegria e a tristeza não estão apenas no que os olhos veem, mas principalmente na capacidade de pensar e processar intimamente o que nossos sentidos podem apurar. Tudo acontece sob guisa da sombra e da luz que somam o que somos.
Nessa alternância vamos selecionando a claridade numa luta constante em busca da felicidade, conscientes ou inconscientemente.
A natureza é pródiga em fornecer as belezas das quais somos parte e a cada dia que passa firma-se cada vez mais a compreensão de que está em nossas mãos a co-responsabilidade em fazer fluir a vida planetária.


Juiz de fora, 15 de agosto de 2012.
Evaldo de Paula Moreira
Natureza – reflexões - vida

domingo, 1 de julho de 2012

Retorno provisório ao blog



                                                               Jarra (MAJESTOSA)
Arte elaborada por Ma Ferreira, do blog Arte em Cerâmica





Fiz este desenho à temperatura ambiente de12º C (parodiando a artista em cerâmica Ma Ferreira, do blog Arte em Cerâmica).
É uma copia da foto acima, que tirei da Jarra (MAJESTOSA) adquirida da artista, que é uma grande amiga,  nos incentivando constantemente nos blogs.

Sempre admirei as peças em cerâmicas, porque elas sempre me foram familiares.
As águas eram servidas em Moringas desde minha infância, parecidas com Jarras, lá no campo onde nasci. Elas eram águas apanhadas nas minas e conservavam-se bem fresquinhas. Deixaram saudades...

Depois que mudei para a cidade, ainda menino, aprendi uma música mais ou menos assim:

- Hoje é domingo,
  Pede cachimbo,
  Cachimbo é de barro,
  Bate no Jarro,
  Jarro é de ouro,
  Bate no touro...
  ...
Assisti também a alguns filmes que apresentavam jarros mágicos, ou então lâmpadas mágicas, iguais ao “A lâmpada de Aladim”, onde vivia dentro dela um gênio há mais de mil anos.
A vida sempre me foi recheada por ilusões das mais lindas, portanto ainda continuo acreditando no gênio que existe dentro da Jarra.

Adquiri essa Jarra, feita em aquecimento de centenas de graus centigrados, como diz  Ma Ferreira. Creio que há um gênio lá dentro também, aguardando uma oportunidade para ir embora, para outro mundo, além do arco íris, onde deve ser sua morada. Por enquanto acredito que ele está satisfeito em ficar por aqui mesmo.



Juiz de fora, 30 de junho de 2012
Evaldo de Paula Moreira
Saudade do blog
Homenagem ao blog Arte em Cerâmica