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SEGUIDORES DE CAMINHADA

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Vida Antiga, no Campo.




Natureza integrada no campo.


No campo, a natureza era integrada, naquela minha infância.
Os animais trabalhavam ajudando o homem nos serviços pesados.
O cão ajudava na empreitada de controle. Não posso esquecer-me dos cavalos que suportavam os arreios e puxavam as charretes.
O homem controlava todos os reinos: mineral, animal e vegetal.
Mas, por razões morais e religiosas guiava-se obedecendo a Deus porque acreditava mais intensamente Nele.
Então, tudo seguia a hierarquia natural, onde todos viviam nos seus limites.
Havia mais árvores, que sustentavam as águas, que sustentavam todos; os grilos que sustentavam os sapos, que sustentavam as cobras, que sustentavam as aves de rapina.
As sementes das plantas que sustentavam as aves e os pássaros, que embelezavam os céus e de forma milagrosa também promoviam o equilíbrio da própria natureza.
As coisas foram mudando, e o mundo é outro, com acertos e desacertos. É mais urbano do que rural. Não quero entrar nos méritos das mudanças. Apenas quero guardar a lembrança da minha infância no campo, que também teve parte feliz na cidade, há muito tempo. Mas essa é outra história, onde a alegria foi mesclada com a saudade.

Juiz de Fora, 30 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Conto de Amor

sábado, 29 de janeiro de 2011

Lembranças da despedida



Lembranças

Num dia silencioso no porto, ouço por fim o som do apito do navio e o chacoalhar das águas no casco.

Antes que siga destino distante, meu coração bate forte, com medo de que os olhos não vejam mais as curvas do doce corpo da amada, que logo se distanciará nas curvas do rio, dentro do navio.

Medo de que, desse amor, fique somente a saudade, somente o definitivo Adeus.


Juiz de Fora, 28 de janeiro de 2011
Evaldo de Paula Moreira
Poema de Amor


domingo, 23 de janeiro de 2011

Narrativa do Soldado - no filme Dança com Lobos



Edição especial Kevin Kostner – DVD Vídeo
(Dances with Walves) - 1990

Narrativa do soldado John Dubar, da União. Interpretado por Kevin Kostner.

Já em luta na Guerra de Secessão e ferido, foge do acampamento médico onde teria sua perna amputada. Mas vai dar direto num campo onde  soldados da União de um lado e rebeldes de outro não se animam atacar um ao outro. Ficam apenas na ameaça. É quando surge John Dubar e quebra o marasmo da luta, saltando a cerca com o cavalo Cisco, desafiando de peito aberto os inimigos da União, cavalgando a galopes perto das linhas dos atiradores. Foi um gesto de loucura, mas que insuflou o começo da batalha. O referido soldado não morre e ainda recebe condecorações, por heroísmo. Sua perna ferida foi salva por receber tratamento especial, devido ao grande feito que realizou.

Narrativa do soldado:
“A singularidade da vida não pode ser medida. Ao tentar provocar minha morte eu fui considerado um herói vivo. Ganhei um cavalo, Cisco e naquele dia cruzei o campo de batalha com ele. Depois de restabelecido recebi transferência pra qualquer lugar que eu quisesse. A batalha continuava no leste...”
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Dubar vai para a fronteira, a fim de dominar território americano, procurando outros soldados, que não encontra. Mas a intenção dele era conhecer aquelas terras distantes, antes que fossem ocupadas. Ao contrário, então, fica conhecendo uma tribo indígena e consegue fazer amizade. Compreende o erro em expulsar aqueles indígenas e torna-se amigo deles, mas passa a ser considerado traidor pelo exército que acaba realizando seu intento de expansão territorial.

Opinião: O filme é cheio de emoções fortes, música e fotografia muito bonita. Oferece momentos de diversas reflexões sobre a vida e seus processos históricos.

Juiz de Fora, 22 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira