quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Lágrimas e lamas, chuvas e destruição.
Há muitos sonhos:
Todos catalogados em cada cabeça.
É como brincar de “bem me quer”, mal me quer.
No andar da carruagem, vamos libertando as folhas do tempo,
Contando os sonhos realizados: este, sim, este, não; este, sim, este, não.
Alguns voltam para os arquivos, nas pastas da esperança.
Noutros... As tintas da ilusão já se apagaram.
Mas sonhos não são brinquedos. São desejos, revelados ou escondidos, individuais ou coletivos.
O chão duro da realidade não tem carruagem, nem sonhos.
Tem apenas os pés descalços na estrada de terra,
Que leva o corpo, que leva a cabeça, que leva a face, os olhos.
No meio está o coração... Que palpita ao sentir o vento forte, a chuva forte, o sol escaldante.
Carrega a face, que abre o sorriso,
Carrega os olhos, que escoam as lágrimas.
Neste momento de dor, não quero jogar debaixo da lama que soterra corpos, as folhas dos sonhos.
Quero voltá-las para o baú e exclamar bem alto: sonho! Acorda! Não seja mais sonho!
Homens! Atenção à natureza! Não deixem as folhas voltarem todos os anos para o baú! Ouçam os corações!
Vejam as lágrimas... Isto basta... Pra que mais explicações?
Juiz de Fora, 17 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Chuvas de janeiro.
Todos catalogados em cada cabeça.
É como brincar de “bem me quer”, mal me quer.
No andar da carruagem, vamos libertando as folhas do tempo,
Contando os sonhos realizados: este, sim, este, não; este, sim, este, não.
Alguns voltam para os arquivos, nas pastas da esperança.
Noutros... As tintas da ilusão já se apagaram.
Mas sonhos não são brinquedos. São desejos, revelados ou escondidos, individuais ou coletivos.
O chão duro da realidade não tem carruagem, nem sonhos.
Tem apenas os pés descalços na estrada de terra,
Que leva o corpo, que leva a cabeça, que leva a face, os olhos.
No meio está o coração... Que palpita ao sentir o vento forte, a chuva forte, o sol escaldante.
Carrega a face, que abre o sorriso,
Carrega os olhos, que escoam as lágrimas.
Neste momento de dor, não quero jogar debaixo da lama que soterra corpos, as folhas dos sonhos.
Quero voltá-las para o baú e exclamar bem alto: sonho! Acorda! Não seja mais sonho!
Homens! Atenção à natureza! Não deixem as folhas voltarem todos os anos para o baú! Ouçam os corações!
Vejam as lágrimas... Isto basta... Pra que mais explicações?
Juiz de Fora, 17 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Chuvas de janeiro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
NÃO SONHE NÃO...frase no filme...
Filme “Mauá, O Imperador e o Rei”. Dirigido por Sérgio Rezende. Ator, Paulo Betti (interpretou Irineu adulto). 1999.
Parte do diálogo, no filme, entre o senador Visconde de Feitosa e o jovem Irineu Evangelista de Souza, futuro Visconde de Mauá:
- Eu nunca tinha visto um caixeiro que pensasse. Diga-me uma coisa rapaz, se você fosse Deus, o que é que você daria ao Brasil? Ferro! -Ouro não seria melhor? Já tivemos ouro demais e não prosperamos. -Só ferro, então? Ferro, carvão, indústrias, livre comércio e meios de transportes pra fazer circular toda essa riqueza. É com isso que eu sonharia, Visconde.
- Esse país tem um Imperador e todos os sonhos devem subordinar-se ao sonho do Imperador. Eu vou lhe dar um conselho, rapaz... Sincero: não sonhe não. Viva. Vá fazer os seus negócios e procure ganhar dinheiro se for possível. Esta é a melhor maneira de você servir ao país e de não viver um pesadelo.
Breve comentário: Irineu Evangelista de Souza nasceu em Arroio Grande, RS, em 28 de dezembro de 1813, faleceu em Petrópolis, RJ no dia 21 de outubro de 1889. Otimista, lutou contra todas as adversidades que se lhe apresentaram. Teve derrotas, impingidas pela inveja humana, mas jamais perdeu a certeza de que seus objetivos, sua crença num Brasil livre e produtivo, com o suor de todos, pudesse trazer justiça e satisfação para toda a sociedade.
Foi muito espezinhado pelo Império, embora respeitado como trabalhador honrado, inteligente, progressista e abolicionista desde jovem e o primeiro grande empresário brasileiro, realizando grandes façanhas e sempre querendo bem ao país.
Juiz de Fora, 12 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira.
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