quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
NÃO SONHE NÃO...frase no filme...
Filme “Mauá, O Imperador e o Rei”. Dirigido por Sérgio Rezende. Ator, Paulo Betti (interpretou Irineu adulto). 1999.
Parte do diálogo, no filme, entre o senador Visconde de Feitosa e o jovem Irineu Evangelista de Souza, futuro Visconde de Mauá:
- Eu nunca tinha visto um caixeiro que pensasse. Diga-me uma coisa rapaz, se você fosse Deus, o que é que você daria ao Brasil? Ferro! -Ouro não seria melhor? Já tivemos ouro demais e não prosperamos. -Só ferro, então? Ferro, carvão, indústrias, livre comércio e meios de transportes pra fazer circular toda essa riqueza. É com isso que eu sonharia, Visconde.
- Esse país tem um Imperador e todos os sonhos devem subordinar-se ao sonho do Imperador. Eu vou lhe dar um conselho, rapaz... Sincero: não sonhe não. Viva. Vá fazer os seus negócios e procure ganhar dinheiro se for possível. Esta é a melhor maneira de você servir ao país e de não viver um pesadelo.
Breve comentário: Irineu Evangelista de Souza nasceu em Arroio Grande, RS, em 28 de dezembro de 1813, faleceu em Petrópolis, RJ no dia 21 de outubro de 1889. Otimista, lutou contra todas as adversidades que se lhe apresentaram. Teve derrotas, impingidas pela inveja humana, mas jamais perdeu a certeza de que seus objetivos, sua crença num Brasil livre e produtivo, com o suor de todos, pudesse trazer justiça e satisfação para toda a sociedade.
Foi muito espezinhado pelo Império, embora respeitado como trabalhador honrado, inteligente, progressista e abolicionista desde jovem e o primeiro grande empresário brasileiro, realizando grandes façanhas e sempre querendo bem ao país.
Juiz de Fora, 12 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
O PODER DA BONDADE - cena do filme Ben-Hur
Cena do filme BEN HUR – Clássico do cinema- 1959(melhor filme)- com Charlton Heston. Dirigido por Willian Wyler.
Há uma cena no filme em que Jesus dá água a Judah Ben-Hur, judeu de família nobre na Palestina tornado escravo de Roma injustamente. Acorrentado a outros escravos, este tem tratamento mais duro e é proibido de beber água, numa das paradas do caminho. Caído no chão, enfraquecido e humilhado, clama por Deus. Naquele momento Jesus está por perto e lhe dá de beber, mesmo sabendo do rigor dos soldados. Judah Ben-Hur adquire novas forças e nunca mais esquece aquele gesto nem a face daquele homem incomum, desconhecido para ele.
Um soldado romano vendo a desobediência em dar de beber ao judeu, parte de imediato com seu chicote, pronto para a advertência.
Jesus se levanta calmamente e se posta com a mesma ternura diante do soldado, esperando sua reação. O soldado ficou sem ação e sem saber o que falar ao Galileu, porque com certeza, nunca havia se deparado com alguém tão puro de alma, de coração e de tanta força moral.
Retirou-se sem falar um “A”, sequer.
Acredito que foi um dos momentos mais sublimes do filme, cujo ato alimentou tal força a Judah que ela o manteve vivo para continuar longa caminhada como escravo. Já liberto da escravidão como se por milagre, presenciou a crucificação do Cristo sem poder fazer nada apesar de tentar retribuir o favor da água recebida muito tempo antes, embora fosse um homem de bem. Tratava-se do destino do Cristo, previsto nas Escrituras, cujas forças estavam além das possibilidades do homem comum da Terra.
Comentário: ficção, ou não, destino ou não, há de chegar o momento em que a humanidade terá o mesmo olhar sublime, a mesma força moral para viver sem quedas, por já ter alcançado outros patamares de evolução. Por enquanto ainda cambaleamos pelas estradas da vida apesar dos dois mil anos de exemplo base, sustentáculo para nossa caminhada rumo à maturidade.
Juiz de Fora, 09 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
ENTÃO É JAZZ - conto de filme
No filme A lenda do Pianista do Mar, um trompetista entra na fila para conseguir um emprego como músico e quando percebe, na entrevista, que não seria contratado porque já havia músico suficiente no navio, saca de sua maleta, retira um trompete e sai tocando para dentro de um pátio cheio de gente que logo se aglomera e fica encantada com a música. Até mesmo o chefe do navio se encanta e então pergunta: que música é essa? Ao qual responde o trompetista, acabrunhado: não sei... Mas logo, o chefe, sorridente, exibindo seu dente de ouro responde: se não sabe, então é JAZZ! E o trompetista foi contratado para as exibições no navio em viagem. O filme é muito lindo, sobre um pianista que só vive no navio, mas quem conta a estória é o trompetista, que fica seu amigo.
Juiz de Fora, 05 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Conto de Filme.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
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