sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O QUE FAZER?
Vida!
Qualquer vida que eu siga, é a vida que dou conta de seguir.
Se a trilha que eu vir, eu seguir, só a seguirei porque a vi.
Este mundo que me cabe, cabe todo mundo.
Se aos outros mostro um novo mundo, não é outro esse mundo, senão meu particular mundo.
Ah! Vida.
Chega de me dizer o que fazer.
Deixa-me viver, o meu próprio querer.
Já sei o que é sofrer, já sei o que é saudade, já sei o que é a mentira, já sei o que é sorrir.
Não me enganes com o dizer que há mais o que saber, porque sei que há.
Vida, vida!
Tu és rosca sem fim! Tal qual grande loja de roupas, com tantas para escolher.
Meu guarda-roupa, entretanto, é pequeno, porque leva tempo ter que lavá-las e trazê-las de volta para usá-las, ou comprá-las e nem usá-las.
Contenta-te, vida, com minha aparência e obrigado por tudo que me ofertas. Não desprezo tua oferta, porque agora já sei que não posso usar tantas, delas, de uma só vez. Quando puder, espero saber usá-las.
Ofereça-as, vida, a quem as sabe usar e acredite precisar.
Deixa-me abastar com minha pequena mochila do saber, contanto que sinta seguro e crente no que fazer.
Juiz de Fora, 15 de agosto de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Poesia de Amor
Poesia de Amor
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
TERRA À VISTA!
Terra à vista!
Foi o grito do português chegando à orla do Atlântico, do futuro país chamado Brasil.
É o que dizia no livro de Conhecimentos Gerais.
Que coisa boa!
Lembrar daqueles momentos de escola.
Das novidades que eram apreendidas, mesmo que depois fossem reformadas, por novas interpretações.
Mas... Tempos bons de criança, onde a gente perguntava e respondia ao mesmo tempo: sabe quem descobriu o Brasil?
Ora, pois, pois!
Era uma terra portuguesa com certeza.
A viagem continua, com navegantes não só de mares. O homem já fincou estaca na Lua. Já fez o cerco da Terra por satélites, já enviou sonda espacial até Marte.
É um grande encanto. Grande sabor de viver, esse conhecer.
Volto agora ao início da minha própria viagem, reproduzindo para o blog, aproximadamente, um desenho que gostava muito de desenhar: as caravelas.
Gostava de olhar aquelas figuras interessantes, de gente diferente, com roupas diferentes. Homens com espadas compridas na cintura, capacetes e chapéus com penachos.
A História dos navegadores, o mapa do mundo. A demonstração de que a Terra é redonda, observando-se o sumir das caravelas, das naus, no horizonte do mar gigante.
Fervilhava minha cabeça, para descobrir no meu mundo o que era o mundo.
Adorava os quadros dos museus, pequenos ou grandes. Os fósseis de animais pré-históricos.
Já tive o prazer de tocar um fóssil de peixe petrificado, quando ainda estudante de ginásio, levado por um professor universitário, amigo, em sua aula de Geografia, num museu do Rio de Janeiro.
No primário, sobretudo, foi delicioso desenhar as caravelas, igual a outras crianças, as quais caprichavam nos contornos da máscara do Zorro, nas figuras do Pateta e tantos personagens das revistas em quadrinho.
É isso! A Arte.
Tive a oportunidade de ler sobre a Arte manifestada nas crianças, onde a recomendação é fornecer a elas lápis de cor, compridos, para não tirar a liberdade do rabiscar. Reservar parede na casa onde possam rabiscar sem restrições. Graças a isso, a esse entendimento, pude incentivar meus filhos a treinarem livres, a arte do rabisco, com parede, lápis e papéis à vontade.
Sempre adorei os lápis, e naquela infância do primário, não me esqueço dos três altos e magros chineses, que não dominavam bem a língua portuguesa. Eram mais velhos, porque eram imigrantes, e também mais esclarecidos. Eram quase adultos.
Freqüentaram nossa escola, por algum tempo e levavam consigo, belos lápis, compridos, sextavados, diferentes, encantadores.
E então? Cadê o lápis?
Ora! Não sei.
Como, não sei?
Depois dessa história, vou dizer que não sei?
Só porque agora estou usando o teclado do computador?
Ah! Sim! O lápis está aqui, na gaveta, pertinho de mim.
Viva o lápis!
Juiz de Fora, 14 de setembro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
SACODE A POEIRA
Equilibrar no vento.
Se não é mais na poeira, onde ginga o corpo fazendo cena de “capoeira”, sacode assim mesmo o pó que sempre nos acerca, soprado pelo vento da vida, porque o pó é o teste que testa a fibra.
Fibra que faz afastar-se do chão, pra não ser soterrado. Faz continuar sendo vida, vivida. Não vida morta, que o solo sempre convida pra quietude do descanso. O desânimo também, a isso, convida. Ele é o vento que dá corda ao desalento. Enquanto tenhamos fibra e vontade, estas os ventos não derrubam.
O vento também é o ar, que refresca e nos alimenta a esperança.
Evaldo de Paula Moreira
Poemas de Amor
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