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SEGUIDORES DE CAMINHADA

segunda-feira, 7 de junho de 2010

FACES DO BRASIL



MONTEVIDÉU/JAGUARÃO



Viagem que fizemos ao Uruguai, eu e minha esposa, em 2009.
Saímos de Juiz de Fora, MG, de carro, fomos até Porto Alegre,RS (com algumas paradas com pernoites no percurso para conhecer um pouco o litoral). Depois, fomos até uma das divisas do Brasil, cidade de Jaguarão,interior do Rio Grande do Sul,muito hospitaleira e calma. As fotos são de Jaguarão, na ída, e o vídeo é da volta de Montevideu, saída da cidade, que é muito bonita e também hospitaleira.

terça-feira, 1 de junho de 2010

PENSAMENTO



Saudade.
Infinito intangível,
Dor que perpassa o coração.
Busca através do nada, contudo,
Intuição de que o profundo existe.
Impotência em transpor a barreira desconhecida.
Angústia...
Negativa do que existe, desamor talvez...
Órbita em planos cansativos da existência.
Solidão em plena saturação do viver repetido,
Saudade do ainda não vivido, desconhecido...
Fuga do compromisso assumido sem saber...
Reencarnação, talvez...
Crédito recebido, sem saber como pagar.
Incerteza do que fazer e apesar de tudo, lutar para viver.
Vivência que incorpora saberes impermanentes.
Dúvidas que impulsionam para o abismo ou às alturas.
Saudades... sem saber se é do passado.
Saudade...
Mola propulsora da busca, por não se achar satisfeito.

Poema Momento de Tristeza
Evaldo de Paula Moreira
Juiz de Fora, 25 de etembro de 2007

segunda-feira, 31 de maio de 2010

NASCER



Nasceu.
Os olhos se abriram para o mundo.
Outros olhos se fecharam para o mesmo mundo.
Alguns viram o rio.
Outros viram também peixes no rio.
Pedras também foram vistas por outros olhos.
Cada olhar conta uma história.
Cada história surpreende os ouvidos de quem ouve.
Todo ouvinte também olhou o mundo.
Há quem olhou, mas não viu.
Alguém não olhou, mas ouviu e sentiu.
Ouviu o som da cachoeira.
Sentiu o frescor da queda d’água.
Há quem olhou o rio e viu suas margens.
Onde olhou ainda tem árvores.
Ainda tem aves e pássaros.
Ainda tem vida.
Ainda tem nuvem no céu.
Há quem viu também, fumaça.
Há quem mais vê fumaça.
Alguém já viu um boi na TV.
Quem cortou uma árvore não sentiu sua falta.
Quem caçou um animal também não.
Também não sentiu quem desprezou seu irmão.
Mas é tudo porque olhou e não viu.
Se, viu, não sentiu.
Se, sentiu, não pensou.
Se não pensou, não viveu.

Evaldo de Paula Moreira
Poemas de Amor
Juiz de Fora, o6 de julho de 2008

sábado, 29 de maio de 2010

TAMANDUÁ



Olha o Tamanduá

Houve tempo em que olhava algumas paisagens de Minas e achava muito feio aqueles morros cheios de cupinzeiros.
Imaginava a dificuldade para o agricultor arar aquela terra e executar plantio. Achava feio, mesmo, o cupim.
Achava feio tanto morro, estradas cheias de curvas, num sobe e desce danado.
Com o tempo a ficha caiu.
E morro, não é mais morro, é montanha.
E que belas montanhas.
Como é importante saber olhar.
Descobri que os pastos não são apenas pastos.
É o cerrado brasileiro, escondendo verdadeiro ecossistema.
O cupinzeiro, que parecia um monte de barro seco, habitado pelas malvadas formigas, ou pelos cupins passou a ter outro sentido: o de sustentarem-se e o de servirem de sustento a diversos animais e pássaros.
É muito difícil ver os animais, como o tamanduá, os tatus, e outros, pois eles se escondem da depredação do homem.
Então não podemos vê-los facilmente.
O cerrado possui importante biodiversidade na sustentação da natureza, e é tão importante quanto as florestas.
É cheio de beleza, contendo plantas menores, imensa variedade de flores, insetos e animais de pequeno e médio porte, como o tamanduá, o tatu, o lobo guará.
Hoje fico deprimido quando passo em uma região com queimada provocada pelo homem. Em tempos atuais, com tanta informação, ainda existem pessoas sem a consciência de como é importante saber preservar a natureza. Pássaros, borboletas, flores lindas e tudo mais. E não é apenas pela pura e simples beleza, mas também pela importância da preservação do planeta.
Leia um pouco sobre o cerrado, caso ainda não seja um admirador. A internet fornece diversos comentários com fotos lindas. Aproveite.

Juiz de Fora, 28 de maio de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Crônicas com Amor.