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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Conto -O balde,a guitarra,as letras e os amigos.





O balde, a guitarra, as letras e os amigos.

A primeira corda que o menino utilizou foi provavelmente a que sustentava o balde para retirar água do poço da sua casa de infância na cidade, antes, ainda, da água encanada.
Talvez na mesma época em que eu refrescava meu rosto com água da mina que corria fresquinha sobre uma telha de barro, lá nas roças de meu passado aqui nas Minas Gerais.
Contou-me ele, um dia, num dos comentários no meu blog, que às vezes o balde ficava pesado d’água, então soltava a corda quando já estava no meio do poço, por causa desse peso.  Riu a valer, quando contou, ao lembrar que sumia por alguns momentos para escapar das broncas.
Era uma pequena travessura de menino, com certeza, mas daquelas que trazem saudosas lembranças.
Dessa história que me contou, deduzi que o menino estava fadado a esticar outras cordas que lhes renderam muitas alegrias em sua juventude, conforme podemos ver em suas postagens  e comentários: são as cordas de sua guitarra, que tocaram muitas músicas com a banda da qual participava.
E por aí vai também a lembrança, da minha infância e da juventude.
Primeiro foi o caneco de lata para beber água da mina, feito primorosamente pela minha saudosa avó, a quem chamávamos com muito carinho de madrinha e não de vovó, naquele tempo.
Depois, na minha juventude na cidade não faltavam os amigos que nos brindavam com o dedilhar mágico nas suas guitarras, formando esperançosas bandas musicais, na década de 60.
Foram também momentos de somar alegrias, que eram tantas, e dividir um pouco das tristezas que vez ou outra apareciam.
Essa história do balde, da guitarra e das letras, com a qual misturo a minha, é de um menino nascido em Paranavaí, no Paraná, que não conheci na época em que eu também era criança, mas que o agradecemos hoje pelas suas postagens, pelo seu interesse em favor do próximo, pela amizade nos caminhos da blogosfera, particularmente eu pelo grande incentivo que recebi, nas minhas postagens simples, de contos de roças, de minha infância no campo.
E esse menino, José Roberto, de Paranavaí, que se “esmerou” ao utilizar a corda do balde na infância e posteriormente as cordas da guitarra na juventude, também se dedica hoje às letras da advocacia, nos fóruns do Paraná, demonstrando grande intransigência na defesa dos direitos humanos.
Ultimamente tem sido poucas suas postagens no seu blog A Balestra, http://zerobertoballestra.blogspot.com.br/talvez pela escassez de tempo, da mesma forma que eu também tenho minha demora ao postar, por motivos diversos. Esforço-me por melhorar.


Adendo em 15 de dezembro de 2013
A jovem cidade de Paranavaí no Paraná está em comemoração, pois completa 61 anos (14 de dezembro de 2013).
Parabéns aos paranavaienses!
Que o progresso esteja sempre presente nesta terra.

8 comentários:

Ana Cecilia Romeu disse...

Meu amigo Evaldo!
retorno com calma para ler uma segunda vez com mais atenção e comentar. Agora pelo avançado da hora não irei fazê-lo.
Agradeço pela presença em meu blog.

Grande abraço e ótimos dias!
Retorno.

Cecília Romeu disse...

Caro Evaldo, retornei.
Bela e sensível histórias sobre começos, recomeços. Impossível não estar imbuída de nostalgias e mesmo projeções que você, ou qualquer outra pessoa possa fazer de sua própria infância e suas tantas 'cordas'.
Como sempre, um esmero de texto e palavras colocadas de forma exata e simples, como deveria ser a vida de todas as crianças, (infelizmente não é), e como deveria ser a vida dos adultos.

Grande abraço e ótimo fim de semana para você e sua família!

Cecília Romeu disse...

Caro amigo Evaldo!
Vim agradecer as palavras do seu comentário, como já lhe disse algumas vezes, são muito importantes para mim e meu trabalho!

E desejar a vocês um Natal excelente com muita união familiar e um novo ano mais leve e pleno de realizações.

Vou ter que dar um tempinho nas postagens por razões profissionais, mas, por favor, caso você atualize novamente neste tempo que estarei em pausa, me avise que venho para comentar. Tive de retirar o blogoroll do meu blog, pois apareceu um vírus por lá e não mais coloquei a minha lista de blogs preferidos novamente. Mas sempre estarei por aqui.

Grande abraço e nos vemos, Evaldo!

Se vierem por aqui, me avise, pode ser pelo blog mesmo.

Evaldo disse...

Obrigado Cissa pela sua presença sempre amável.
Grande e fraterno abraço!

josé roberto balestra disse...

Meu amigo das Gerais, você nem imagina a alegria especial que senti ao ler esse seu conto, uma carinhosa homenagem de sua parte a mim. Não é sempre que se tem algo assim na vida. Por isso sempre repito; a vida é linda, e vale a pena ser vivida, apesar dos percalços. Tudo é evolução!

Evaldo, você sabe, sou apaixonado por esse gênero de literatura, os contos, e há tempos estou mesmo devendo outros lá no “A BALESTRA”. E de fato, você acertou na veia; o distanciamento nas postagens do blog tem mesmo por causa meu ofício, a advocacia.

Mas não é só isso; além das ordinárias tarefas da vida, tenho me dedicado também ao violão, à revisão de um romance meu [coisa cansativa, sô!], e ao desenho artístico, este um sonho de menino que eu acalentava, e que a partir de janeiro/2012 tornei real, recebendo aulas técnicas, em diversos estilos e com vários professores. Primeiro com lápis grafite e agora lápis pastel seco e oleoso. Passarei pelas aquarelas, e o objetivo é chegar à pintura a óleo sobre tela no começo de 2014. O conhecimento evolui o espírito, e não deixa espaço para os maus pensamentos...

Voltando à vaca fria, vejo que sua imaginação é muito rica. O enredo de um conto a partir de uma simples corda de poço é coisa de quem tem não só muita arte na alma, Evaldo, mas também sentimentos puros, genuínos, ainda não corrompidos por esse mundo moderno que engole aos descuidados. Temos muito em comum; é mesmo preciso sonhar pra viver, meu amigo!

Lhe agradeço do fundo da alma tornar-me seu homenageado num conto.

E pra lhe mostrar que você não é “brincadeira” quando escreve agora lhe dou prova nova: segundo os dados estatísticos de visualização de meu blog “A BALESTRA”, seu conto “Dois mineiros desquebrando o violão pra viajantes”, que republiquei no blog em 10.02.2011 com o título de “DA CABEÇA DUM POETA-PINTOR JUIZ-FORANO”, está em 3º lugar, com 1.106 ACESSOS até hoje! É mole?

Em 1º e 2º lugares estão respectivamente um abaixo-assinado em favor dos cães beagles (8.343 acessos), e uma reportagem sobre um esportista paraplégico (2.939).

Em 4º lugar estou eu, como o conto “AVOÁVEL GÊNESE DUM'IDEIA”, com 936 acessos.

Então meu grande amigo Evaldo, pode encher o peito! Seu talento iluminado para os contos tem levado o A BALESTRA para os olhos de mais de mil e cem pessoas!

Obrigado por tudo isso, amigo!, e que o Divino Pai Eterno conserve eterno em seu peito o menino do interior que lhe palpita, abençoando-o grandemente neste Natal junto aos seus, com grande alegria, mas sem deslembrarem do “Grande Aniversariante” que nos cuida, zela e distribui os dons que do Pai Dele recebemos. Abs.

Evaldo disse...

Amigo José Roberto, obrigado por tudo o que me diz. Sinto-me homenageado e ao mesmo tempo feliz por saber que além da música está o seu gosto pelo desenho, desenvolvido primeiramente em lápis grafite, e agora o pastel e o oleoso. E quando chegar o óleo sobre tela... Que maravilha! Terá completado um ciclo e tanto nas artes. Que bom que o romance de sua autoria está em fase de revisão. Imagino quanto deve ser trabalhoso produzir uma obra literária. Quando publicada, certamente será uma obra prima a nos acalentar, devido ao tom poético e profundo de sua expressiva escrita.
Bom Natal, amigo, para você também, e a todos os seus, com a paz do Mestre Maior, que todos nós desejamos para toda a humanidade.
Abs.

Elisa T. Campos disse...

Evaldo

Este maravilhoso texto também me faz lembrar da minha infância na roça. Tínhamos um poço em que coletava água com balde amarrado numa corda pendurada num arco feito trilho. Não me recordo agora o nome dessa peça. Mas eu era muito pequena e com auxílio de outro irmão também pequenino tentávamos puxar o balde que vinha dançando ao redor do poço e chegava ao topo com pouca água, de tanto esforço que fazíamos. Eu ficava encantada com as avencas que nasciam por dentro .
Enfim, vir aqui é sempre motivo de alegria, pois você sempre conta histórias que me faz sentir saudade da minha terra também.
Espero novas postagens.
Um grade abraço.

Evaldo disse...

Oi, Elisa!
Que bom que você veio ler este pequeno conto e tenha gostado. Estas historinhas que escrevo me fazem viajar no tempo com boas lembranças e saudades e isto me faz encontrar pessoas maravilhosas iguais a você que faz publicações tão lindas em seu blog Pintando Haikai.
Um abraço, Elisa.