SEGUIDORES DE CAMINHADA

sábado, 17 de dezembro de 2011

Pausa no blog - Reflexões


Pausa no blog - Reflexões

Eu sei que a vida é um sonho para ser sonhado lindamente.

Tão bela é a Terra, enfeitada em muitas cores e encantos.

Nela enfeitamos os nossos desejos para sermos tão belos quanto ela é.

De gravata ou cachecol ou simplesmente com um chapéu de palha na cabeça, todos nós esperamos uma vida sempre feliz.

Embrenhamo-nos nas aventuras de arquitetar nossas realizações, seja lançando as sementes que brotarão do chão ou calculando as formas de vencer desafios nas inovações tecnológicas discutindo os conceitos de modernidade.

O hoje não será o mesmo amanhã.

Nem nas formas de vestir as fantasias das nossas compreensões nem no modo em que o coração sente o que os olhos vêm.

As ferramentas brotam novas a cada passar do tempo, desde a pré-história.

Nessa forja, cresce a humanidade.

Um desafio sempre nos preocupa, chega até a incomodar, para que não estejamos em falta com ele .

Ele é sempre necessário e não nos abandona nunca, pois está sempre à espreita, esperando pacientemente, nem que seja aproveitando algum momento de nossa dor para ser reconhecido, quando nos esquecemos dele.

Bate à nossa porta a todo instante, na esperança de ser aberta. No coração.

É o amor. Amor fraterno. Amor universal.

É nele que sustentamos nossas esperanças de uma humanidade sempre fraterna.

Tenho muito a agradecer pelo apreço que me dedicaram, mesmo sendo humilde o meu blog.

Tudo o que faço tem pelo menos essa expectativa, de produzir o amor fraterno.

Agradeço a todos pelas oportunidades de compartilhar o ser que somos, sempre em busca, todos nós, de fazermos o melhor que podemos.

Obrigado pelo carinho de sempre.

Feliz Natal a todos! Feliz Ano Novo! Felicidade todos os dias!!!

Juiz de Fora, 15 de dezembro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Pausa no blog - reflexões.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Conto de infância - O vento e o milho - reflexôes





                                  O vento e o milho. Conto de infância.

O vento, na maioria das vezes, soprava calmo em meio à roça de milho.
Colhido, o milho era carregado em balaios, nas costas, pelos trabalhadores no pequeno sítio destinado à lavoura.
Ele produz uma série de alimentos deliciosos desde quando está verde. A lista é grande. Tente fazer uma, mentalmente. Gostava muito quando minha mãe fazia mingaus, doces, com um pouco de canela em pó espalhada por cima deles, que eram servidos em pratos esmaltados.
Assado nas brasas do fogão de lenha ou cozido, quando verde, seja de um jeito ou de outro, verde ou maduro, o milho sempre foi e sempre será uma das maiores riquezas que alimentam o mundo.
O pé de milho é muito vistoso, exuberante, este é o olhar que tenho por ele.
Quando é novo exibe uma folhagem verde, a qual abriga junto aos caules as espigas que produzem também uma espécie de cabelos que podem ser utilizados como chá.
Eu dizia, entretanto, que o vento soprava suavemente, nesta minha saudosa lembrança.
Andava pelo meio da roça, cujo milharal quando amadurecia deixava de ser da cor verde e assumia a tonalidade da cor da terra em que era plantado.
Interessante, é que suas folhas não os abandonam, e todos juntos, raízes, caules e folhas eram deitados sobre a terra para devolver a ela a parte que sobrava de seus nutrientes, após entregar ao homem as espigas maduras ou não, para serem transformadas em fubá e em tantos alimentos. Pode até mesmo ser utilizado para fazer combustível que move as máquinas.
É por isso, talvez, que essa planta é tão bela e imponente. Será que ela tem orgulho de si mesma por ser tão útil?
- Ora! Dizer que ela tem orgulho é por minha conta. É apenas uma divagação para tentar embelezar a história.
O que estou escrevendo está aprisionado num lampejar de memória onde me vejo ainda menino, quando eu usava calça curta com suspensório, e estava olhando as pombas coloridas e rolinhas que aproveitavam o frescor das terras fofas, cheias de alimentos, tais quais bichinhos e sementes de milho caídas pelo chão.
O milho entra na história, entretanto, não para eu comentar sobre especificações nutricionais dele, e sim por lembrar com alegria de como as sementes eram jogadas um pouco em cada cova pequena, centenas delas, por dia. Depois chegava a chuva e então brotavam aquelas plantinhas verdes, tão bonitas.
Mas era sobre o vento que eu queria contar.
Ele fazia pequenos rodamoinhos pelo chão, levantando um pouco de poeira e ciscos vindos das canas de milho já deitadas na terra. Vinha muito suavemente, nesta lembrança que me sobressai agora, na memória.
Às vezes queria saber como se davam aqueles acontecimentos.
Ventos, pequenos rodamoinhos, eram mistérios que sopravam suas perguntas, a encantar crianças curiosas.
Mais tarde estudaria sobre eles, na escola. Saberia, então, que eles são o ar em movimento. Aprenderia um pouco mais sobre a forma em espiral dos rodamoinhos, e dos furacões que varrem tudo o que há pela frente.
Hoje em dia os satélites artificiais enviam imagens e notícias em tempo real de todos os cantos do mundo. Não posso esquecer, todavia, as folhas secas que o vento espalhava sem bravura, quase silenciosamente, mantendo calmos os nossos sentidos.
Muitos mistérios são desvendados, a começar por aqueles surgidos na infância, que adoçam nossas vidas tal qual faz o milho, ou despertam nossa atenção, tal qual nos fazem os ventos e as estrelas.
As surpresas da vida nos vêm em qualquer idade. Sopram-nos o paladar e a curiosidade desde o primeiro suspiro e não param mais.
É imenso o mundo das surpresas, todos nós sabemos. Incalculável mesmo. Acredito que esta imensidão nos faz todos, crianças. Pelo menos nesta instância espacial em que vivemos. Tudo não passa de um berço, cheio de novidades para se admirar, saborear e tentar entender.
Seriedade é apenas mais um aprendizado, necessário, claro, para compor a nossa personalidade, mas que deve dar passagem à alegria, para não enrijecer a alma. Instintivamente, o bebê também fica sério, até baba e franze a testa, quando tem algum brinquedo em suas mãos e não o compreende. Depois esquece e passa para outra. Vai experimentar outros sabores e outras aventuras, até mesmo descobrir que pode pular do berço.

 

Juiz de fora, 28 de novembro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Reflexões – vento – milho – espiral

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Esse papo é bom - III



                       Os aros e as circunferências da vida - reflexões


A vida é feita de aros, Gina.

-Como assim, Jorge?

A gente nasce, morre e parece que voltamos de novo. É um aro.
Cumprimos nossas tarefas diárias e no fim voltamos para o descanso. É outro aro.
A Terra, os demais planetas, as estrelas, têm formas de aros.

- Não é melhor dizer circunferência? Fica mais bonito, Jorge.

É apenas uma metáfora, Gina. Quando penso em aro, penso que ele pode ser um pouco irregular. Lembro-me das brincadeiras com vários tipos de aros quando era criança. Brincava tanto que eles até entortavam.
A Terra não é exatamente redonda, muito embora se pense nela como círculo perfeito.
Da mesma forma é o aro. A gente pode brincar até ele entortar que continua sendo aro. Aro de brinquedo.

- Pois é! Estamos acostumados a pensar nas medidas exatas e, a Terra, além de não ser perfeitamente redonda faz um movimento elíptico em torno do Sol, ajudando a gerar as estações diferentes, do ano.

Plutão faz uma órbita meio maluca em torno do Sol.
E assim vai a vida. Dá muitas voltas, tem muitos aros, mas... Nem tudo é brinquedo.

- Parece justo. É bom saber que os aros existem. Você lembrou bem, Jorge. Desse modo não precisamos ver tudo com a rigidez exata da circunferência. É a matemática da vida, que pode também ser maleável.




Juiz de fora, 23 de novembro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Reflexões – aros da vida

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sala de Humor - "A ventríloqua" e "a boneca insolente"




Sala de humor – "A ventríloqua" e "a boneca insolente".

-Baby..., vamos ver se você se comporta, hoje, hein?
- Depende de você, né? É você quem fala, ué! Eu só faço de conta...
- Olha! Já começou de novo... Pode parar. As pessoas estão te ouvindo, isso não é jeito de falar.
Diga-me uma coisa, por que é que você pintou tanto assim o rosto? Não está demais?
- Ué! Foi você quem me preparou. Por que pergunta?
- Minha nossa, você não muda mesmo. Ainda bem que estamos numa platéia de adultos.
Diga-me outra coisa: se você continuar assim, o que é que você vai ser quando crescer?
- Serei a mesma boneca. Ué! E nem vou crescer, ora... Você é quem vai mudar. O Pinóquio foi quem virou gente. Eu não.
- Pára com isso, Baby, querida. Todo mundo está rindo de mim. Você não tem pena?
- De novo? É você quem está falando, não sou eu! Vou me levantar e dizer bem alto pra todo mundo ouvir: eu sou uma boneeecaaa!
- Olha! Seja mais educada. Eu não te agüento mais. Estou humilhada. A platéia está toda em gargalhada, zombando de mim. Vou chorar. Eu vou embora.
Desculpa-me, gente. Essa menina não tem jeito. Não volto mais com ela. Ela não muda. Estou indo...
- Ô Linda! Linda!...
- O que é?
- Todo mundo está te aplaudindo, olha! Acho que você pode me trazer de novo.
- Minha nossa! É mesmo!
Oh, Baby! Desculpa-me, querida. Eu tenho coração mole. Prometo que não vou te abandonar.
Obrigada, gente.
Muito obrigada!

Juiz de fora, 09 de novembro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Ventriloquia  – A boneca insolente

domingo, 6 de novembro de 2011

Homenagem ao Blog HumorEmConto

         
           Para acessar o Blog HumorEmConto digite o endereço:    
                                         http://anaceciliaromeu.blogspot.com/                     

domingo, 30 de outubro de 2011

O Cacho de Banana Ouro - Conto de Roças






O cacho de banana ouro  

Dico era um homem jovem, forte, sem destino na vida, solitário, desconhecido para mim, naquela época de criança.
Apareceu certa vez no sítio dos meus avós, maternos, com o intuito de trabalhar em serviço temporário. Meus pais precisavam do serviço dele para “tocar as terras”, na parte que lhes cabiam cultivar as plantações, um pouco para consumo próprio, outro tanto para abastecer a cidade, fazendo assim, o quinhão de suas rendas.
Criança sabe pouco do mundo dos adultos, mas quando cresce, vai decifrando os seus significados. Às vezes, entretanto, os acontecimentos caem no esquecimento, assim sendo, o que passou, passou. Algumas lembranças são eternas, enquanto outras vivências ficam armazenadas no inconsciente.
Meus olhos seguiam o instinto do coração infantil, portanto não havia o que ocupasse mais o meu cérebro do que observar os ninhos de passarinhos, os pequenos peixes dos córregos, saborear os doces caseiros; subir nos pés de mangas e de goiabas; brincar com os gatos e cães; com outras crianças; correr atrás dos porquinhos, porque eles eram divertidos; jogar, ver e ouvir uma pedrinha zoar pelos ares, seguindo trajetos em formas curvas ou retilíneas; girar as tramelas das portas da casa dos meus avós, onde eu mais gostava de ficar, e lá ouvia os seus zunidos quando as fazia rodar batendo o dedo nelas: zuuummm, zuuummm...
As portas eram fechadas simplesmente com tramelas, naquela redondeza, cujo lugar era chamado de Córrego São Pedro.
Da vida dos adultos o interessante era olhar aquelas botinas com esporas, nos pés dos cavaleiros; os arreios de seus cavalos que balançavam o rabo para um lado e outro; os chapéus de palha e os bigodes das pessoas. Algumas, as mais velhas, gostavam de usar aquele “bigodão”, às vezes mesclado de cor branca e cinza, devido à idade.
As mulheres usavam saias compridas, cabelos longos... As mais idosas, cujos cabelos eram grisalhos, costumavam fazer com eles aqueles coques; as jovens os deixavam crescer lisos ou cacheados, descendo em suas costas.
Quando as pessoas sentavam para conversar, nos bancos compridos e sem encosto, que ficavam na sala, na cozinha, ou mesmo do lado de fora da casa, era um daqueles bons momentos, quando então me aconchegava ao colo de minha mãe, ou de uma tia. Não importava o que estavam falando, apenas curtia a conversa com a cabeça encostada entre o queixo e o pescoço delas para sentir o trepidar dos sons que saiam de suas gargantas.
A curiosidade ia aumentando com o passar do tempo para conhecer as novidades que apareciam, pois a vida não pára com suas surpresas.
Dentre elas, ficou a lembrança do Dico.
Ouvi alguém dizendo a meu pai que ele era um homem sistemático, de pouca conversa, que precisava saber lidar com ele. Meu pai preferiu olhar outros aspectos daquele semelhante, pois já o conhecia de outros lugares, inclusive já havia trabalhado para meus avós, pais de meu pai, num outro lugar chamado Parada Moreira. Nesse lugar havia um ponto de parada de trem, daí receber o nome de “parada” porque não chegava a ser uma estação completa, mas abrigava passageiros do campo e servia como suporte para escoamento de produção agrícola.
Num instante meu pai iniciou a construção de um cômodo de quatro paredes, coberto de sapé, e logo estava pronta a moradia provisória, uma pequena cabana, para o homem que chegara de surpresa, não para meus pais, mas para mim.
A vida para a criança acontece dessa forma: vai e vem de tudo quanto há em nosso complexo mundo. As coisas simplesmente fluem. Somente com mais idade é que começa a necessidade de saber certos porquês.
Fiquei curioso e ao mesmo tempo com receio de me aproximar do novo trabalhador, pois, de alguma forma captara a conversa dos adultos: ele é de poucas palavras.
Criança ouve as palavras proferidas pelos adultos que muitas vezes não percebem que ela a  processa com seus modos de ver, dando-lhes significado.
 Comentava-se que ele gostava muito de um tipo de banana de maneira pouco comum, a banana ouro. Mantinha sempre um cacho delas dependurado num dos cantos da parede. Era sabido que não gostava que entrassem no cômodo dele, não sei qual o motivo. Todo comportamento tem uma razão de ser, às vezes desconhecida pelo próprio agente. Talvez o Dico agisse assim para proteger suas bananas, ou então porque não gostasse mesmo de aproximação.
Mas, um dia, passando em frente à porta aberta de sua choça, vi que ele estava almoçando em seu pequeno caldeirão, tão comum nas roças mineiras.
Fiquei do lado de fora e falei qualquer coisa, sem esticar assunto. Na minha cabeça de criança não me passava como intenção ficar muito por ali, pois sabia que aquele homem não era de muita conversa. Foi, entretanto, receptivo, não dava muita trela pra criança, como já sabia, mas também não se revelou aquela pessoa turrona.
Naquele momento, única vez que tenho lembrança, durante o curto período que ele viveu lá, é que pude ver o pequeno cacho de banana ouro pendurado no canto da parede, olhando para elas do lado de fora da cabana.
Era um homem jovem e forte, diziam. Trabalhava para meus pais e ainda plantava abacaxi, num pedaço de terra cedido por eles. Na colheita, o vi levando uma fileira deles, sozinho, para vender na cidade. Andava a pé, não sei quantas léguas com os tais abacaxis nas costas. Para ele era fácil, creio, pois carregava também a fama de ser forte.
Mas, o homem, livre, terminada a tarefa de ajudar a plantar aquela safra de milho e seus abacaxis, despediu-se e fincou pé na estrada. Nunca mais tive notícias do desconhecido a não ser quando alguém contou a respeito de seu paradeiro distante daquele lugar, mas em outras roças, talvez morando em outra choupana e quem sabe, mantendo o costume de pendurar na parede, aquele tipo de banana.
Quando ele se despediu de nossas terras, foi então que pude entrar em seu quartinho vazio, contendo apenas uma cama, feita lá mesmo, de bambu.
Levou consigo, nas costas, além da roupa do próprio corpo, poucos apetrechos pessoais os quais cabiam com sobra no saco de embalar milho.
Deixou para trás o Adeus e um pequeno cacho de banana ouro, pendurado no mesmo canto de sempre, da parede da improvisada cabana.

Juiz de fora, 28 de outubro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Conto de infância.

domingo, 16 de outubro de 2011

Versos de Amor

video

  (1971) (pix) mpb - chorinho - pixinguinha - carinhoso instrumental 




O amor não tem palavras que o definam.

Quem o emana são os olhos.

São as emoções.

É o coração.





  Evaldo de Paula Moreira
  Juiz de fora, 16 de outubro de 2011
  Versos de Amor






terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pequenos detalhes de grande importância para as crianças.




Pequenos detalhes de grande importância para crianças.

Muitas coisas nos passam despercebidas na vida sobre as crianças.
Pequenos detalhes como municiá-las de lápis à vontade e papel para fazerem seus rabiscos poderão resultar em grande diferencial na vida futura delas. Os desenhos que começam com rabiscos são formas importantes de comunicação do mundo interior delas e ajudam em seus desenvolvimentos. Desenvolve a coordenação motora, por exemplo, e além, é claro, o grande potencial artístico que estão latentes, esperando uma oportunidade para expressão.
Independente de serem grandes artistas, ou mesmo artistas, essa fase tem muito a dizer sobre seus pensamentos e sentimentos que devemos dar atenção para compreender melhor o mundo delas.
Os lápis devem ser de preferência de tamanho grande para facilitar os movimentos com a mão.
Criança gosta de rabiscar parede, coisa que os pais ficam frustrados quando isso acontece. Isso é tão importante para elas, que na medida do possível, deve-se reservar algum lugar na casa para que elas rabisquem à vontade, educando-as para utilizar o local, além dos papéis à vontade. A prioridade é sempre da criança e é na sua alegria que devemos investir porque isso também nos alegra.
Antes de ser pai tive a felicidade de ler a respeito da arte infantil, encontrando no livro A Criança e Sua Arte, de Viktor Lowenfeld manancial importante que me fez compreender a importância que isso tem na vida delas. Posso dizer que o resultado foi ótimo, pois meus filhos puderam contar com minha compreensão e de minha esposa, pois entendemos essa forma de comunicação infantil.

Juiz de fora 11 de outubro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Pequena crônica – Dia Das Crianças



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os Campinhos da Vida - Conto





Os campinhos da vida.


No campinho, no terreno baldio, havia de tudo, nos domingos, ou nas folgas escolares.
Logo cedinho, no solzinho do verão ou no friozinho do inverno, a primeira turminha de meninos achegava-se devagarzinho, trazendo embutidas suas alegrias e às vezes, suas tristezas.
O primeiro menino que chegava era encontrado fazendo embaixadinhas com a bola que às vezes não ficava muito cheia.
Logo, logo, começava o chamado "racha" e a bola rolava torta, chutada com a leveza ou a força que cada um trazia no coração.
Alguns sorriam, outros faziam firulas pra cima dos que não tinham tanta destreza com as pernas.
Outros, ainda, ficavam zangados, quando alguém perdia o controle dela para o adversário, levando a sério o que era apenas uma brincadeira.
Nessas brincadeiras de futebol de meninos não havia traves de gol que eram improvisadas com duas pequenas pedras em cada um. Muitas das vezes o gol ficava sem goleiro porque o espaço dele era feito de propósito, pequeno, porque ali, quem jogava, eram apenas meninos.
Do lado de fora do jogo ficavam os outros meninos que preferiam outras brincadeiras, como empinar papagaio.
Às vezes a brincadeira do jogo terminava em gozação, pra desespero da turma que perdia.
Os que ganhavam, cantavam, num tom mágico de provocação, mas sem agressão:

- inha, inha, inha!
- arranja outro time pra jogar com a nossa linha!
- inha, inha, inha!
...!

Somente o tempo pode nos fazer mudar as regras do jogo, no qual seguimos destinos diferentes, deixando para trás o campinho infantil e o alegre papagaio, mas construindo outras alegrias.
Enquanto gira a roda da vida, outras crianças assumem esses cenários do campinho.
As atitudes, depois dessa fase serão outras, mas há espaço para se alegrar com a vida, sem precisar esconder as tristezas, que também existem na infância.
A vida é um eterno campo, que se alarga em horizontes. Tem águas rasas e águas fundas, onde podemos navegar com barcos de esperança. Há planícies e planaltos, com relvas e desertos de areias, com rochas e encantados arvoredos; é um teatro, com dramas e comédias, onde começamos cedo o treino, para sermos bem sucedidos como atores, cada um com sua medida, construindo o pote da própria existência.

 

Juiz de Fora, 07 de outubro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de infância

sábado, 1 de outubro de 2011

Olhar as flores, os pássaros, todos os viventes. - Reflexões



 Olhemos as flores, os pássaros, todos os viventes.

Reunimos em nosso corpo fragmentos de todo o universo, conhecidos e desconhecidos, em pesquisa constante da Ciência.
Somos, portanto, a eficiência física, necessária no momento de vivência de cada ser.
Somos constituídos na forma, sob forja desconhecida, mas com assimilação intuitiva de que algo onipotente sustenta todas as vidas existentes.
Todos nós temos como plano de fundo, consciente ou inconscientemente, o leme da sobrevivência.
Nós, humanos, os animais ditos irracionais, as plantas, os seres inanimados como a rocha, somos particularidade da Terra que se equilibra no Universo.
O espírito é um ser cósmico que anima, transitoriamente, por necessidade de evolução, a matéria na Terra.
Observando o passado, que o espírito empreendedor da humanidade busca desvendar para descobrir sua origem, que pode estar fora do orbe terrestre, e projetando o futuro, olhando pela janela da Ciência, da Filosofia e das Religiões podemos depreender o quanto somos primitivos, ainda, mas sem demérito algum, considerando o aspecto de que estamos em processo de evolução.
Cada um de nós aproveita o momento de ser, com nossas singularidades, mudando a roupagem física, tal qual substitui o estudante o seu uniforme escolar. Mudar de grau é questão de esforço pessoal e também coletivo.
A escola da vida parece estar meio, ou bastante destruída, mas o lema é seguir em frente, reconstruindo a História, levantando a bandeira da compreensão, tecendo a sensibilidade para sentir o que está em nossa volta. São tantas maravilhas, além da beleza do ser humano que ainda utiliza a cartilha como aprendizado.

Juiz de fora, 01 de outubro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Série Pensamentos - Reflexões

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As calçadas e os ioiôs da vida - Conto



As calçadas e os ioiôs da vida.

As calçadas da minha infância, das ruas que ainda fazem quarteirões, aumentaram e as cidades cresceram.
Todas elas, algumas menos, outras bem mais, esticaram-se.
Multiplicam-se os habitantes, tal qual se reproduzem as células.
Em um dia desses, lembrei-me de uma das calçadas, do quarteirão onde morei. Havia uma falha na sua cimentação, ou seja, ficava aparente uma rodela de terra.
Aquela falha era excelente, porque era para lá que algumas vezes levava minhas bolinhas de gude e me somava a outras crianças, para um joguinho trivial, mas emocionante o bastante para marcar época e treinar a convivência, que com o passar do tempo se sofistica mais.
Existem calçadas de todo o jeito, das mais simples às mais largas e decoradas. Desde aquelas que às vezes se encobre de lama, até aquelas chamadas calçadas da fama.
Em todas elas o homem transita, carregando consigo, através dos tempos, suas lembranças.
Algumas servem para encontros diversos, mas todas são singulares.
Há lugares em que elas servem de estacionamentos para carros, mesmo não sendo feitas para isso.
Noutros, se comprazem com a freqüência das barracas de feiras.
Há também as solitárias que somente recebem as visitas da luz do sol e da lua e também das águas da chuva.
A calçada que freqüentei na infância ainda existe, porém, não tem mais, nela, o clarão de terra para que aconteça o joguinho de bolinha de gude.
Foi na calçada que conheci também o divertido ioiô.
Nelas, as crianças ficavam para mascar os seus chicletes que naquela época eram novidade. Iam para encontrar outras crianças; para comprar os pirulitos dos vendedores de rua, que também vendiam a raspadinha, feita de gelo raspado e com groselha.
As calçadas nas quais brinquei por alguns anos serviram também de caminho para ir ao grupo escolar.
Defronte a casa onde morei havia uma pequena escada, de três ou quatro degraus e nela às vezes me sentava com outras pessoas, crianças ou adultas e tudo se tornou vivência inesquecível.
Quanta coisa já se passou nesta vida, mas o ioiô é uma das belezas que continua atravessando o tempo, adoçando a vida que às vezes nos é indócil. Embora seja mais apropriado para criança, pode ser usado em qualquer idade. Ele é igual ao sorriso, que fica bem em qualquer rosto. Somente o coração triste tem medo de sorrir, de brincar com o ioiô. Sei que há momentos difíceis de sorrir, mas não devemos guardá-lo para sempre, no baú do tempo.

Juiz de Fora, 13 de setembro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor


sábado, 10 de setembro de 2011

Os trens da vida - Crônica


Os trens da vida.

É o trem, bom, da vida, que move a vida, ou, é a vida que se move como faz o bom trem.
Ele nos entusiasma ao dar velocidade às rodas.
Pára nas estações, a fim de adentrarmos seus vagões, pois, na vida, somos passageiros que sobem e descem deles.
Podemos ver, nos caminhos, as arquiteturas que os embelezam, e sentir o enrijecer dos freios diante dos perigos.
Trem que de tanto se esforçar, no passado, soltava fumaça.
Agora, com mais força, voa, e sustenta-se em trilhas, sem rodas.
A vida já existia quando se iniciou a nossa, de humanos, saltando de galho em galho. Desde então, fomos conquistando evolução.
É possível que um dia nos transportemos apenas com nosso corpo, sem usar o corpo do trem que no raso voa.
De qualquer forma nossa vida é sustentada por inúmeros trens, assim como deverá ser sempre um trem, bom, que já venceu o barulho das rodas, e voa sem asas.
Falta aprender a transitar sem incomodar o ar que ainda faz barulho ao ser atritado, o qual se transforma em vento resistente.
Num dia qualquer, depois de muito esforço humano, a Ciência descobrirá o caminho de voar sem o vento atritar.
O progresso do uso das ferramentas materiais já está bem adiantado, mas é preciso distribuir melhor o acesso aos trens da vida, aumentando o número de assentos confortáveis.
Nessa equação onde existem os trens bons e também os ruins, faço uma alegoria, não para desmerecer os trens antigos, mas referência ao homem de coração enferrujado pelo tempo, novo somente na aparência. Renovação que todos nós precisamos passar por ela, uns mais, outros menos.
Ainda bem que podemos realizar a reforma íntima, que não é tão fácil, sabemos todos, compreendendo a vida como dádiva, alegrando-nos com a existência dos assentos confortáveis, embora nem todos os tenhamos por perto.
Cada um de nós se sustenta no próprio conteúdo, lembrando que a humanidade é um todo e não fomos feitos para vivermos cada qual por si, sem a solidariedade de uns para com os outros.
O mundo é a soma do que somos. Precisamos melhorar esse trem, mas com estradas para todos. Infelizmente não posso deixar aqui somente o perfume das rosas para a crônica ficar bonita, como gostaria, pois não tenho visto mais as águas clarinhas, iguais as dos córregos que meus pés descalços se refrescavam na infância. A Maria Fumaça foi aposentada, os trilhos ficaram vazios, as árvores foram derrubadas, e os pássaros não podem fazer seus ninhos e alegrar os ares em revoadas.
De vez em quando aparece por aqui um pássaro diferente e pousa no topo do edifício, mas com certeza é porque sua mata foi queimada.
Os martelos lá fora zoam nas cabeças dos pregos, pois é preciso construir moradias, mesmo que isso custe expulsar os sapos que coaxam nos brejos.
Antes prendiam os pássaros nas gaiolas, mas agora é o homem que se alegra, quando pode, em financiar um kit.
Mas o trem zoa, na trilha sem trilho.
A broca moderna do dentista ajuda o dente a viver mais, porém é por causa do açúcar que substituiu a rapadura.
Não posso negar a importância de modernizar o trem, regozijo-me, de coração, pela existência dele, também não consigo fechar os olhos às queimadas que vejo pelas estradas da vida.
Sou solidário às alegrias, todavia somo-me aos que lutam para combater as injustiças do mundo, escrevendo, desenhando, mesmo que seja, às vezes, com um pouquinho da acidez do limão, levantando as poeiras da vida. Sei, todavia, que é preciso fazer dele uma limonada, porque não há de se perder a ternura, nem a esperança.

Juiz de Fora, 08 de setembro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Crônica: Os trens da vida.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Retrospectiva de alguns de meus desenhos para o blog, postados em 2010

video

Essa é uma exposição de alguns desenhos utilizados no blog em 2010.
O vídeo tem duração de cerca de cinco minutos.
Aproveite também para ouvir a música O Trenzinho Caipira, de Heitor Villa Lobos. (Orquestra Sinfônica do Brasil)

domingo, 28 de agosto de 2011

Solidariedade - Reflexões




Solidariedade

A vida se renova em ninhos de carinho.

Enfrentamos os ventos, as chuvas, o estalar dos galhos que derrubam os ninhos.

Somos iguais aos passarinhos, viventes que superam as quedas e constroem outros ninhos.

Viver é buscar felicidade e compartilhar alegrias.

A alma se cala, fica muda, ou se revolta na calada das surpresas que às vezes abafam a alegria.

Nessas horas precisamos da solidariedade uns dos outros porque a vida há de se renovar em amor, no abraço da esperança.

Não sabemos compreender tudo, apesar dos esforços humanos, mas algo nos diz intuitivamente que precisamos seguir caminhos.

Na luta de compreender as dificuldades, choramos juntos. 

Após os percalços, na solidariedade dos que nos abraçam, esperamos o recompor de novas esperanças.

Juiz de Fora, 28 de agosto de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Solidariedade - Reflexões


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Os Portais do Tempo - Saudades e Alegrias - Conto



Portais de saudades e alegrias

Gosto de lembrar e escrever as coisas da minha infância.
Ela está encerrada no tempo, mas há um portal aberto para eu entrar e sair quando desejar. É como os contos de fadas escritos e que também os vimos nos cinemas. Daqueles em que as crianças passam aperto, mas recuperam a alegria.
Vou atravessar esse portal e me materializar em uma das estradas de terra dos meus cinco ou seis anos de idade.
Não me lembro qual foi o motivo de estar dentro de um carro de bois certo dia. Lembro-me apenas que um dos meus tios estava pronto, de guiada na mão, orientando a junta de bois aparelhada sob a canga, fazendo a volta no terreiro, rumando em direção à estrada.
O carro de bois encontrava-se vazio e, como eu estava por perto, meu tio convidou-me a dar um passeio nele. Pegou-me no colo ajudando-me a subir, pois de pronto, o convite foi uma alegria.
Para meu tio era um trabalho que ele estava destinado a fazer. Para mim era um passeio, pois criança passeia enquanto o adulto trabalha.
Garupa de bicicleta é muito bom. Também a de um cavalo ou uma carona da charrete. A de carro de bois era menos comum para crianças naquelas roças.
Exigia mais cuidado devido a sua estrutura feita para carregar muito peso. Suas rodas são grandes e pesadas e os animais que os puxam, os bois, também são.

Fomos, então, ao destino.
Fiquei em pé, segurando na beirada da esteira que circundava o carro, olhando o movimentar dele, a paisagem e os gestos do meu tio dando ordens aos bois. Ouvia também o gemido do eixo que unia as grandes rodas. Ele era premido em cunhas para produzir um alto som que anunciava a passagem do carro de bois pelas estradas.
Não era longe o destino do passeio. Íamos devagar. Carros de bois não correm.
Entramos em uma estradinha e logo depois atingimos a principal. Ainda estávamos perto de casa. Dava para avistá-la. O passeio seria um deleite de criança feliz.
Havia do lado esquerdo, naquele trecho da estrada de terra, um barranco não muito alto, onde passava uma estrada de trem de ferro sobre ele. Não disse a palavra “trem”, sozinha, porque em Minas, qualquer coisa pode-se chamar de trem, por isso, especifiquei: “trem de ferro”. Era uma via férrea. Do lado direito da estrada de terra ficava uma área em nível mais baixo, cerca de um metro. Nela existia um campo de futebol.
De repente, surgindo do nada, apareceu um vulto, que foi identificado mais tarde como sendo o de um menino da redondeza, que passava por ali, caminhando no alto, na via férrea.
Sabe-se lá, por quais cargas d’água, ele atirou um pequeno torrão de terra em direção à junta de bois. Estávamos todos distraídos: o carreiro, que era meu tio, os bois e eu.
Os bois se assustaram e puseram-se a correr, dada a surpresa que tiveram.
Interessante, não é? Boi também se assusta.
Desorientados, por causa do medo, saíram da estrada saltando para o campo, se afastando do possível perigo.  Aquele solavanco inesperado e ligeiro fez-me rolar pelo assoalho do carro e cair no campo que para minha sorte era gramado.
A queda rendeu-me alguns pequenos galos na cabeça e quase perdi o fôlego de tanto medo. Meu tio correu logo a acudir-me, deixando o carro de bois que em seguida parou.
Interessante, boi também tem noção de quando acaba o perigo.
Fui levado depressa para casa onde recebi as atenções da família, para me ajudar a passar o susto.
Esse, e outros episódios, poderiam ser guardados com tristeza, trauma, ou outra coisa qualquer. Entretanto, marcou-se em saudade.
Saudade daquela estrada, onde brinquei tantas vezes, até mesmo com o menino que jogou o torrão de terra nos bois. Saudade do meu tio, tão amigo, o qual já deixou nosso mundo. Saudade dos bois, assustados, porém, mansos e amigos trabalhadores, que também já se foram. Saudade do carro de bois que rodou tanto, carregando tantos e tantos pesos para sustentar nossas vidas.
Então, pergunto: o que é a tristeza para uma criança?
Creio que é apenas a falta de amor, que na minha infância nunca faltou.
Por isso, eu penso que, mesmo ficando adultos, podemos descobrir alguns portais de alegria para vermos nossa história de vida. Sempre haverá pedras pelos caminhos, na vida real ou virtual. Os meteoritos caem do céu sem aviso.  Eles são prescindíveis, mas acontecem. O imprescindível é o amor, que nos põe de volta, em pé, arrebatando-nos das tristezas, ou não nos deixam cair.
Assim sendo, a vida nos oferece inúmeros portais por onde podemos ver o que ficou no passado, preenchendo nossos espaços em saudades e alegrias.
O blog é um portal. Bonito portal que se integra nas alegrias de minha vida, aberto já há algum tempo onde posso rever o passado que eu construí nele, admirar o presente e sonhar com o futuro. Está sempre aberto para olhar através dele com alegria o que se passa à frente de meus olhos porque a vida é um presente.
Tudo o que acontece nela soma-se à contabilidade da experiência que faz o meu ser, cuja busca é transformá-la em sabedoria e retribuir ao mundo o melhor que dele posso aprender. O maior ingrediente é o amor que tem passaporte para qualquer lugar e tempo. Devemos cuidar bem dele e de preferência nos alegrarmos com os portais do tempo, com saudade do que se passou e alegria com o que se está construindo.

Juiz de fora, 23 de agosto de 2011
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minha crônica no blog Passeando

                                                                          http://passeandopelocotidiano.blogspot.com/
                             

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Série Pensamentos - Reflexões - Gosto





                                               
                                                                 O gosto

Procuramos as ondas mansas do mar, mas há quem procure as ondas agitadas.
Há quem dirige um trator, mas há quem goste do tanque de guerra.
Há quem cuida dos jardins, mas há quem prefere o piso de cimento, decorado.
Já faz muito tempo que não ouço mais a expressão: “gosto não se discute”.

Certo dia um professor disse em sala de aula:

               - Gosto se discute.
               - Gosto não se impõe.

Hoje não é dia do professor, então não sei por que me deu vontade de dizer isso.
Creio que é porque sempre quis ser professor, mas não sou.
Será o destino?
Será o talento?
Também já gostei muito de jogar futebol, as tais peladas que todo mundo fala. Até já vesti as camisas de times recreativos.
Sonhamos com tantas coisas...
Gosto é gosto. Discute-se, mas não se impõe.
Creio que o professor estava certo.

Juiz de fora, 18 de agosto de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Série Pensamentos – Reflexões - Gosto

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Teste de atenção


No desenho acima há a figura de um baú. Sabe onde está desenhada a chave dele?    
Fácil, essa, né?  É só para descontrair um pouco. Mas olha: já errei avaliação mais fácil, hoje.




 Resp.: acima de 
uma varetinha à direita.