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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal

Feliz Natal!

Ora...                   
Quanto tempo!
Foi lá pelas datas de minha tenra idade que aconteceu essa pequena história. É a data mais distante que consigo me lembrar, em meio ao histórico de minhas buscas.  Ansiosas buscas que nos acompanham vida afora em qualquer lugar do mundo.
O mais difícil de tudo é quando a gente começa a ouvir rumores sobre nossas crenças.  Quando chega a hora de melhor entender a história do Papai Noel...  
Esta lembrança que trago gostosamente comigo é de um dia quando ainda usava bico (chupeta) lá na minha antiga roça, nos campos dessas Gerais.
Foi difícil convencerem-me de que eu teria que dormir naquela noite.  Estava na casa da minha querida avó.
O problema foi que me avisaram do velhinho que chegaria para me entregar um presente, mas chegaria tarde, só depois que eu dormisse.
Após muito empenho da família, lembro-me de ter ido dormir numa cama fofa, de colchão recheado com palhas de milho.
Eu olhava o tempo todo para a porta, para a janela e para o telhado de armação antiga de madeira.
Tinha a esperança de saber de onde chegaria o bondoso velhinho, que nunca foi visto.
Na manhã seguinte ao acordar e olhar junto ao travesseiro estava comprovado que ele esteve por lá.
Por um bom tempo, na infância, ficou a importante pergunta sobre onde mora o Papai Noel.
No Natal as buscas das crianças continuam embalando seus sonhos, enquanto damos graças ao nascimento do Menino da Manjedoura.
Com todos os rumores que nos fazem despertar dos sonhos, a busca por desvendar muitas coisas é permanente. A maior continua sendo o amor. Elo fraterno que sustenta toda a humanidade.




Evaldo de Paula Moreira
Conto de infância. Natal.