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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Conjecturas...Possibilidades... Realidades...- (Parte 01/12 do filme Quem Somos Nós?)

Cenas iniciais do filme "Quem Somos Nós?", contendo importantes questionamentos sobre a existência.



Afinal, quem somos nós?

Na imensidão de possibilidades de interrogações encontram-se as nossas.
Cada um de nós com sua medida, de acordo com as próprias necessidades de entendimento.
Quando ainda jovem, na ânsia de saber as coisas, era comum ler em algum lugar algo como “quando o aluno está preparado, o mestre aparece”.
Acredito que a vida nos cerca de mestres em todos os momentos, prontos a nos responderem as indagações, de alguma forma.
Os mestres, entretanto, apresentam-se de várias formas. Podem ser os próprios, em pessoas, para nos falarem daquilo que eles viram, ou pensam das coisas que viram. Podem ser as próprias coisas produzidas. Elas também nos ensinam. Estão nas artes, todas elas, nos cinemas, nos escritos, nas palavras e gestos que ouvimos e vemos diariamente. Nos objetos, etc..
Sempre há um mestre por trás de todas as coisas que olhamos e vemos.
Em cada coisa há uma possibilidade de pergunta e resposta.
O grau da resposta depende do grau da indagação.
Podemos deduzir que há muitos mestres. Que todos nós o somos em algo.
Raciocinando assim, cabe afirmar que há um Mestre que desenhou as estrelas.
Para estudá-las inventou-se o telescópio.
Inventou-se também o inverso da medida: o microscópio.
A Ciência investiga para saber como funcionam as coisas.
Então tratam de ampliar o poder de visão dos aparelhos visores do macro e do microcosmo.
No meio de intensa movimentação, cada um com sua medida de indagações, estão aqueles que desejam saber como “se fez” o cosmo. Outros indagam “quem” ou “o que” fez tudo o que existe. Dentro dos padrões da Ciência e da Filosofia.
Se o ser humano é autor de tanta coisa, é razoável acreditar que há um autor para a vida. Um Engenheiro Sideral, que nos fez também co-criadores.
Já nos equivocamos pensando que a Terra fosse o centro do Universo. Que éramos a medida de todas as coisas. Mas tudo faz parte do crescer. Do descortinar enganos.
A vida terá sempre novos palcos. Catalogados pela História, pela Ciência, pela Filosofia, pela Religião. Muita coisa, entretanto, escapa ao catálogo do homem, que se esforça também em suas escavações, incorporando mais cenários, mudando o leme do barco, rumo ao desconhecido. Outrora fora a navegação terrestre. Agora é também a espacial rumo ao macrocosmo.
Estuda-se a nanotecnologia com grande interesse de novas descobertas, de benefício para a medicina, etc..
No final das contas estaremos por muito tempo perguntando: “Quem somos nós?”.


Juiz de Fora, 04 de abril de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Reflexões