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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lágrimas e lamas, chuvas e destruição.

Há muitos sonhos:
Todos catalogados em cada cabeça.
É como brincar de “bem me quer”, mal me quer.
No andar da carruagem, vamos libertando as folhas do tempo,
Contando os sonhos realizados: este, sim, este, não; este, sim, este, não.
Alguns voltam para os arquivos, nas pastas da esperança.
Noutros... As tintas da ilusão já se apagaram.
Mas sonhos não são brinquedos. São desejos, revelados ou escondidos, individuais ou coletivos.
O chão duro da realidade não tem carruagem, nem sonhos.
Tem apenas os pés descalços na estrada de terra,
Que leva o corpo, que leva a cabeça, que leva a face, os olhos.
No meio está o coração... Que palpita ao sentir o vento forte, a chuva forte, o sol escaldante.
Carrega a face, que abre o sorriso,
Carrega os olhos, que escoam as lágrimas.
Neste momento de dor, não quero jogar debaixo da lama que soterra corpos, as folhas dos sonhos.
Quero voltá-las para o baú e exclamar bem alto: sonho! Acorda! Não seja mais sonho!
Homens! Atenção à natureza! Não deixem as folhas voltarem todos os anos para o baú! Ouçam os corações!
Vejam as lágrimas... Isto basta... Pra que mais explicações?



Juiz de Fora, 17 de janeiro de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Chuvas de janeiro.