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domingo, 24 de abril de 2011

Bom dia


Bom dia.

Abasteci-me do sono desta noite e cedo acordei na aurora de um novo dia.
Olhos despertos para ver o mundo.
Lá fora a névoa encobre parcialmente a cidade a cumprir a rotina do tempo.
Silêncio de gente porque a cidade ainda dorme, mas os pássaros também começam a acordar porque ouço os burburinhos dos seus cantos preparativos para as atividades rotineiras.
É apenas o começo do dia e daqui a pouco a cidade despertará com seus compromissos do existir.
Mais um dia se passará, com outros balanços ao fechar as cortinas para novos sonos, dos homens, dos pássaros e animais de hábitos diurnos. As árvores também dormem.
Tudo entrará no equacionamento do dia, com novas manchetes contando as nossas atividades para depois tudo entrar em novo sono, com esperanças que se renovam.
Companheiras esperanças porque o que se realiza hoje não pára no tempo. A vida não é estática, uma vez que até os pássaros renovam seus ninhos, as plantas produzem novas flores, tudo com naturalidade, mas nós vivemos de sonhos, ou desejos para superar as rotinas e intercalar novas e esperançosas alegrias.


Juiz de Fora, 24 de abril de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Boa Páscoa!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Água - Somos bons observadores?




                   Água: somos bons observadores?

Como se forma o arco iris?
Como se formam as nuvens?
Os rios?
Os mares?
Por que temos sede?
São perguntas fáceis de responder, contudo, se pensarmos um pouco mais a respeito vamos nos deparar com uma série de atividades da água.
Não é o que parece, mas a água compõe a maior parte do nosso corpo. No entanto, nem sempre nos damos conta de ingeri-la com mais freqüência. Ou com a freqüência necessária.
Há um pequeno livro escrito pelo Yogue Ramacháraca que nos fornece uma série de informações de como utilizar a água em procedimentos de cura de diversas enfermidades, principalmente para evitá-las. Além de ser agradável.
É o livro “Cura Prática pela Água”.
Há mais informações sobre a água do que imaginamos.
É comum a gente ver em filmes os orientais ingerindo chás quentes, ou mesmo água quente, ou morna. Tem a sua utilidade para manter o corpo saudável.
A água ingerida em boa quantidade com regularidade mantém o bom funcionamento das nossas células.
Cerca de 80% de nosso corpo é composto de água, o líquido da vida, logo, precisa ser reabastecido. Além de alimento para o corpo ela o limpa interiormente, pois “passeia” em todo o organismo, transportando para fora dele toxinas que ingerimos.
Certos banhos quentes e frios também têm funções importantes em tratamentos.
É bom lembrar que os critérios de uso da água são simples, porém é importante observar as recomendações de profissionais para melhor aproveitamento desse maravilhoso líquido. Não é o caso deste texto que é apenas um lembrete, um convite para observar o valor da água, não só para nosso corpo como para o planeta, nas suas múltiplas atividades e belezas.
Não há vida, animal ou vegetal, onde não há água.  

Juiz de Fora, 19 de abril de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Reflexões

sábado, 9 de abril de 2011

Riscando o Céu



O objeto riscou o céu com risco longo de fumaça de cor cinza clara.
Dia também claro, sem movimento de nuvem.
Idos tempos da década de 50, nos campos longínquos da minha terra natal, mineira.
O coração palpitava no peito do menino que não conhecia aquele aviso do céu.
E a notícia que corria entre nós, crianças da roça quase desconhecida, era de apertar o coração, de medo de algum castigo pelas teimosias humanas.
Houve quem corresse para dentro de casa e se escondesse debaixo da mesa.
Mas, depois que o risco passou pelo céu, encontramos um adulto que entendeu o nosso medo e então nos acalmou dizendo:
- Não precisam se preocupar não. Eu já vi um desses voando alto no céu, quando fui à cidade, há algum tempo. Não é nada demais, não. O nome dele é avião.

Juiz de Fora, 09 de abril de 2011
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Infância.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Conjecturas...Possibilidades... Realidades...- (Parte 01/12 do filme Quem Somos Nós?)

Cenas iniciais do filme "Quem Somos Nós?", contendo importantes questionamentos sobre a existência.



Afinal, quem somos nós?

Na imensidão de possibilidades de interrogações encontram-se as nossas.
Cada um de nós com sua medida, de acordo com as próprias necessidades de entendimento.
Quando ainda jovem, na ânsia de saber as coisas, era comum ler em algum lugar algo como “quando o aluno está preparado, o mestre aparece”.
Acredito que a vida nos cerca de mestres em todos os momentos, prontos a nos responderem as indagações, de alguma forma.
Os mestres, entretanto, apresentam-se de várias formas. Podem ser os próprios, em pessoas, para nos falarem daquilo que eles viram, ou pensam das coisas que viram. Podem ser as próprias coisas produzidas. Elas também nos ensinam. Estão nas artes, todas elas, nos cinemas, nos escritos, nas palavras e gestos que ouvimos e vemos diariamente. Nos objetos, etc..
Sempre há um mestre por trás de todas as coisas que olhamos e vemos.
Em cada coisa há uma possibilidade de pergunta e resposta.
O grau da resposta depende do grau da indagação.
Podemos deduzir que há muitos mestres. Que todos nós o somos em algo.
Raciocinando assim, cabe afirmar que há um Mestre que desenhou as estrelas.
Para estudá-las inventou-se o telescópio.
Inventou-se também o inverso da medida: o microscópio.
A Ciência investiga para saber como funcionam as coisas.
Então tratam de ampliar o poder de visão dos aparelhos visores do macro e do microcosmo.
No meio de intensa movimentação, cada um com sua medida de indagações, estão aqueles que desejam saber como “se fez” o cosmo. Outros indagam “quem” ou “o que” fez tudo o que existe. Dentro dos padrões da Ciência e da Filosofia.
Se o ser humano é autor de tanta coisa, é razoável acreditar que há um autor para a vida. Um Engenheiro Sideral, que nos fez também co-criadores.
Já nos equivocamos pensando que a Terra fosse o centro do Universo. Que éramos a medida de todas as coisas. Mas tudo faz parte do crescer. Do descortinar enganos.
A vida terá sempre novos palcos. Catalogados pela História, pela Ciência, pela Filosofia, pela Religião. Muita coisa, entretanto, escapa ao catálogo do homem, que se esforça também em suas escavações, incorporando mais cenários, mudando o leme do barco, rumo ao desconhecido. Outrora fora a navegação terrestre. Agora é também a espacial rumo ao macrocosmo.
Estuda-se a nanotecnologia com grande interesse de novas descobertas, de benefício para a medicina, etc..
No final das contas estaremos por muito tempo perguntando: “Quem somos nós?”.


Juiz de Fora, 04 de abril de 2011.
Evaldo de Paula Moreira
Reflexões