SEGUIDORES DE CAMINHADA

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

BOM DIA

Bom Dia!
Palavras!
Mais palavras.
Que confusão!
Tudo fazia parte do aprendizado.
Cada novidade, no mundo encantado!
E o menino, muito menino, ficava enrascado para decifrar tantos enigmas. “Doido” para imitar sem errar as palavras dos adultos.
Já, então, havia aparecido o medo de errar, porque se sentia crescidinho. Objeto de olhares alheios.
Observava todo mundo que chegava a casa.
De manhã, de tarde, ou de noite.
Nas estradas, quando topava com estranhos ou conhecidos colocava-se atento às saudações dos adultos.
Certa vez, não resistindo à vontade de fazer igual, mesmo sem saber direito aquele significado, resolve arriscar cumprimentar primeiro, antes dos outros, ao encontrar o transeunte matutino do caminho, como era comum naqueles tempos de roça: “B’as Tarde”!
Os pais, que estavam junto a ele, sorriram. Mas ficaram felizes, pois sabiam que aquele gesto era um treino do menino que crescia.
Era para dizer: “Bom Dia”.
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Brasília, 03 de novembro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor

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