SEGUIDORES DE CAMINHADA

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

DIA DO ARQUIVISTA

Hoje é o dia do Arquivista.
Mais uma vez volve-me a lembrança do primeiro emprego com carteira assinada em São Paulo, terra que me abraçou desde parte da minha infância.
Foi um importante teste, a exigir-me aplicação nos caminhos da ordem. Ordem, não apenas automática, mas com o juízo, de sua razão. O registro na sonhada por muitos, carteira registrada, desenhou, naquela página, o título de “Aprendiz de Arquivista”.
Naquele momento aprendi daquela saudosa empresa a lidar com papéis, comuns, porém de vital importância para todas elas. E, durante aquele aprendizado o qual posso chamar de estágio, passei para outra atividade, a de Office- boy, que também me faz guardar feliz lembrança de ter visitado as principais empresas, rede bancária e muitas outras de pequeno, médio e grande porte. O trabalho abrangia, desde a capital, ABC e demais cidades da região, naquela época, de meus dezesseis anos de idade, por volta de 1968. Aquele foi o meu mundo real, treino, no conhecer as pessoas, jurídicas e físicas.
Foram momentos cruciais no aprendizado porque não foi apenas o mundo externo que estava sendo trabalhado, mas também o conhecimento pessoal da diversidade de sentimentos humanos.
Até hoje, vale-me, muito, pois aos poucos vou aprendendo a importância de ser aprendiz, começando pelo arquivo da memória, principalmente nesse momento que nos faz pensar em infinitas interrogações. As respostas, talvez, poderão ser encontradas nas infinitas buscas e algumas estão nos arquivos da vida vivida. 


Brasília, 20 de outubro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor