SEGUIDORES DE CAMINHADA

terça-feira, 14 de setembro de 2010

TERRA À VISTA!

Terra à vista!
Foi o grito do português chegando à orla do Atlântico, do futuro país chamado Brasil.
É o que dizia no livro de Conhecimentos Gerais.
Que coisa boa!
Lembrar daqueles momentos de escola.
Das novidades que eram apreendidas, mesmo que depois fossem reformadas, por novas interpretações.
Mas... Tempos bons de criança, onde a gente perguntava e respondia ao mesmo tempo: sabe quem descobriu o Brasil?
Ora, pois, pois!
Era uma terra portuguesa com certeza.
A viagem continua, com navegantes não só de mares. O homem já fincou estaca na Lua. Já fez o cerco da Terra por satélites, já enviou sonda espacial até Marte.
É um grande encanto. Grande sabor de viver, esse conhecer.
Volto agora ao início da minha própria viagem, reproduzindo para o blog, aproximadamente, um desenho que gostava muito de desenhar: as caravelas.
Gostava de olhar aquelas figuras interessantes, de gente diferente, com roupas diferentes. Homens com espadas compridas na cintura, capacetes e chapéus com penachos.
A História dos navegadores, o mapa do mundo. A demonstração de que a Terra é redonda, observando-se o sumir das caravelas, das naus, no horizonte do mar gigante.
Fervilhava minha cabeça, para descobrir no meu mundo o que era o mundo.
Adorava os quadros dos museus, pequenos ou grandes. Os fósseis de animais pré-históricos.
Já tive o prazer de tocar um fóssil de peixe petrificado, quando ainda estudante de ginásio, levado por um professor universitário, amigo, em sua aula de Geografia, num museu do Rio de Janeiro.
No primário, sobretudo, foi delicioso desenhar as caravelas, igual a outras crianças, as quais caprichavam nos contornos da máscara do Zorro, nas figuras do Pateta e tantos personagens das revistas em quadrinho.
É isso! A Arte.
Tive a oportunidade de ler sobre a Arte manifestada nas crianças, onde a recomendação é fornecer a elas lápis de cor, compridos, para não tirar a liberdade do rabiscar. Reservar parede na casa onde possam rabiscar sem restrições. Graças a isso, a esse entendimento, pude incentivar meus filhos a treinarem livres, a arte do rabisco, com parede, lápis e papéis à vontade.
Sempre adorei os lápis, e naquela infância do primário, não me esqueço dos três altos e magros chineses, que não dominavam bem a língua portuguesa. Eram mais velhos, porque eram imigrantes, e também mais esclarecidos. Eram quase adultos.
Freqüentaram nossa escola, por algum tempo e levavam consigo, belos lápis, compridos, sextavados, diferentes, encantadores.
E então? Cadê o lápis?
Ora! Não sei.
Como, não sei?
Depois dessa história, vou dizer que não sei?
Só porque agora estou usando o teclado do computador?
Ah! Sim! O lápis está aqui, na gaveta, pertinho de mim.
Viva o lápis!



Juiz de Fora, 14 de setembro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor