SEGUIDORES DE CAMINHADA

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O SILÊNCIO NA ROÇA




As reflexões da vida fazem-me pensar no silêncio. Recordações das coisas recomendadas, ouvidas ou lidas, em meio ao burburinho diário do existir, indicam o silêncio interior. A paz sublime. Fruto de trajetórias de busca, naqueles que a buscam; ou a própria paz sustentada por corações que sempre a mantiveram.
Essas recordações remetem-me aos tempos de criança, quando o silêncio, em alguns momentos, era tão profundo que até as aves, os pássaros, os animais davam trégua ao burburinho. O vento soprava muito suavemente para não zunir os ouvidos, não balançar as árvores, não perturbar a paz. Parecia que a natureza silenciosa se postava em comunhão. Dava para notar o suspiro do cão, enroscado em algum canto, em relaxamento do corpo. Parecia momento de oração, sem reflexão, por não ser necessária. A paz apenas fluía.

Juiz de fora, 25 de novembro de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor

2 comentários:

Tiéli disse...

Evaldo!
Belo texto, parece que o silêncio se encaixa em perfeita sintonia com a nossa paz interior, é o momento em que refletimos e lembramos dos nossos tempos de criança. Abraço

JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Evaldo, admiro-o pela resistência no seu mundo bucólico e puro que mantém sempre sólido no peito, em contraponto à frieza da vida atual, que de comum vive tentando nos corromper. A isto dou o nome de “paz de espírito”.

Quem, igual a você, ainda ouve a voz do silêncio, pode ser considerar um doutorado nas letras da alma!

Parabéns por mais essa lindíssima reflexão aí no post. Tenho aprendido muito com você, meu amigo (...e desculpe as ausências aqui; em breve se saberão a causa). abs