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quarta-feira, 28 de julho de 2010

MEDO


Medo.
O meu medo é do medo que tenho agora, muito embora saiba que depois desse medo vem outro medo.
Não adianta viver com medo, mas é ele que nos faz crescer, porque, ao lutarmos para superá-lo, aprendemos a viver.
É também aí que evoluímos.
Seria bom se fosse sem ele. Mas ele é a prova de que ainda somos pequenos.
E saber disso é o meu maior medo, porque algo me empurra para sair do lugar, que só pode ser para frente, então vejo: estou embaixo, na escala do infinito, do desconhecido. Se não tivesse isso, visto, teria mais medo. Parei de temer, mas só ao medo de ter medo.
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Juiz de Fora, 26 de Julho de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor
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Um comentário:

JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Evaldo, a paúra é irmã da agrura
Quando uma larga, a outra segura
E a gente vive mesmo com medo
Mas é melhor agora, que muito cedo

Medo em criança é uma tragédia
A gente fica lá se borrando, tremendo
E os grandes achando uma comédia
Mas depois outra coisa ficam sabendo

Que medo também dá em gente grande
E aí é hora de correr pro analista
E depois obedecer a tudo que ele mande

Mas meu amigo Evaldo de Juiz de Fora,
Não sou medroso, analista, nem aforista
Mas faça cara feia pra vida, e o medo vai s'embora!


abs. BOM DOMINGO!