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terça-feira, 15 de junho de 2010

FESTA NO CAMPO


O grande jogo de futebol

A bola estava toda enfeitada.
Era festa na roça, num casamento nas redondezas de Diamante de Ubá.
A alegria era geral e o jogo ia começar.
Em volta do campo havia gente passeando e gente esperando a bola rolar.
O campo de futebol já não existe mais, porém a estrada de terra que passava na lateral dele, embora sem movimento de gente, ainda está lá. As pessoas se foram, na década de 50/60, seguindo o êxodo rural.
E ali, naquela lateral de campo, brinquei, com as outras crianças, jogando bolinha de gude, que a gente chamava de birosca. Havia cavalos com suas celas de montaria, charretes e bicicletas. Tudo de gente vinda de longe, de outras roças, para ver a festa de casamento. Gente de lugares com os nomes de Quebra Coco, Racha-Pau, Ubeba, Rodeiro e muito mais.
A bola foi batizada na hora de começar o jogo e havia uma madrinha para batizá-la.
Gente prá todo lado, conversando, sorrindo, crianças brincando...
Começou o jogo. O time da casa era o União Martins.
Era comum chutar a bola bem alta. Achava-se bonito.
E se ouvia a torcida: Chuta! Vai prá cima dele, Tião!
Oh! Levou uma garrucha! (alguém fez uma jogada de letra).
Num determinado momento a bola foi chutada para o alto e quando descia, alguém gritou: olha a bola, olha a bola, menino! E ela: “pimba”, na minha cabeça. Eu estava brincando com outras crianças e não vi que a bola vinha para o meu lado. Foi aquele susto, mas continuei brincando, enquanto o jogo continuou com cenas muito engraçadas.
Juiz de Fora, 15 de junho de 2010.
Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor

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