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quarta-feira, 21 de abril de 2010









INDESCRITÍVEL SAUDADE

A saudade partiu meu coração. Partiu também o do cão.

Lembrei da antiga estrada de ferro que hoje jaz sob o abandono. Não tem mais vida, não tem mais gente trabalhando em sua conservação, porque também não tem mais trem, não tem mais usuário. E o cão que já morreu, não teve mais alegria de viver naquela casa onde viviam as pessoas suas amigas. Elas se foram para a grande cidade de São Paulo, a grande promessa do Brasil dos anos 1950/60, cuja grandeza está mesclada de sucesso e tragédia nacional. A casa foi derrubada, e o cão morreu só.

Juiz de Fora, 11 de junho de 2008.

Contos de Amor

Evaldo de Paula Moreira

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